As melhores pesquisas sobre Cannabis de 2020

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A indústria da cannabis foi uma das poucas que apresentou lucros representativos durante a pandemia (Foto: Reprodução/Nación Cannabis/Diyahna Lewis/Unsplash)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de Nación Cannabis

Durante o ano que acaba de terminar, a indústria da cannabis foi uma das poucas que apresentou lucros representativos. Sobretudo pelo fato de que o isolamento social não impediu que as vendas continuassem crescendo. Por esse motivo, apresentamos uma compilação das melhores pesquisas sobre cannabis em 2020.

Anteriormente, pesquisas médicas levaram a descobrir que o uso de THC pode ser eficaz no tratamento da fibromialgia e da menopausa. Além disso, o CBD foi usado para equilibrar a ciclo do sono ou para reduzir os sintomas causados ​​pela síndrome do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

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Pesquisas sobre cannabis

Outra pesquisa mostrou que o uso do CBD não afeta a capacidade de direção do indivíduo. Mas, o consumo desde a adolescência pode ser um fator degenerativo nas habilidades do motorista. Além disso, cientistas do Laboratório de Qualidade de Alimentos do Departamento de Biologia Celular demonstraram que CBD também pode ser usado para conservar alimentos.

Uma pesquisa liderada pelo Dr. Douglas Bruce descobriu que as mulheres preferem usar cannabis para aliviar a dor crônica, mas outra análise do Dr. Justin Matheson revelou que as mulheres são mais sensíveis ao uso de THC.

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Antes de tudo, é importante notar que as investigações ocorreram apesar do atual contexto pandêmico e que esta situação deu ímpeto aos cientistas para trabalharem com a planta. Especialmente no que diz respeito ao sistema endocanabinoide e seus receptores chamados CB1 e CB2.

Pesquisas com canabinoides

Descobertos na década de 1990, esses receptores funcionam em conjunto com o sistema endocanabinoide. Tal sistema tem o potencial de diminuir certos sintomas significativos nos pacientes.

De acordo com o portal Leafly, o santo graal de um medicamento à base de canabinoides seria aquele desenvolvido para tratar distúrbios neurodegenerativos e dor. Além disso, pode fornecer neuroproteção, ativando seletivamente os receptores CB2 sem ativar o CB1. Simplificando, ele ajudará os pacientes a reduzir a inflamação sem causar um barato.

O primeiro passo no desenvolvimento de investigações precisas foi dado por pesquisadores da ShanghaiTech University, na China. Eles capturaram imagens de receptores CB1 e CB2 em diferentes estados de ativação usando um método que envolve disparar elétrons nos receptores e medir como eles saltam. Como resultado, é possível desenvolver drogas específicas que aproveitam o imenso poder do sistema endocanabinoide.

No final de 2020, pesquisadores do National Institute on Drug Abuse descobriram que os receptores CB1 e CB2 desempenham um papel competitivo nos efeitos recompensadores da cannabis. Isso ocorre pois os receptores CB1 são responsáveis ​​pelo prazer causado em usuários de baixas quantidades de THC.

Porém, quando as doses são aumentadas, os efeitos são revertidos, devido à ativação de receptores CB2 que reduzem a quantidade de dopamina, neurotransmissor que codifica informações sobre o que é bom para o cérebro.

Em relação à dor crônica, uma investigação realizada pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Florianópolis, constatou que a combinação do óleo de THC e CBD administrado por via sublingual melhorou a qualidade de vida de mulheres com fibromialgia.

Durante o ensaio, os pacientes consumiram em média 4,4 miligramas de THC por dia. Elas relataram que sua dor foi reduzida pela metade. Além disso, sua capacidade de trabalhar e seu humor melhorou consideravelmente em comparação com aqueles que receberam placebo.

Pesquisa com THC

Outra pesquisa relevante em 2020 foi conduzida por médicos israelenses. Eles estudaram a viabilidade do uso de um dispositivo semelhante a um inalador com THC para tratar pacientes com dor neuropática crônica.

As descobertas sugerem que uma pequena dose de 1 miligrama de THC foi suficiente para reduzir a dor em comparação com um placebo. Seus benefícios persistiram por mais de duas horas.

Quando se trata do polêmico uso de cannabis no esporte, pesquisadores da Universidade de Bordeaux, na França, descobriram que o uso de derivados de cannabis com THC não torna as pessoas preguiçosas.

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Os cientistas franceses usaram montagens de rodas para exercitar um grupo de ratos, que receberam THC. Os resultados indicam que este canabinoide não teve efeito na preferência do rato por correr, na sua decisão de acessar ou não a roda, ou no seu desempenho durante a corrida. Isso sugere que o consumo de THC não afeta a motivação para fazer exercício

No entanto, há algo que alertou os pesquisadores franceses. Alguns dos ratos desenvolveram uma deleção genética dos receptores CB1, o que reduziu sua preferência pela corrida. Isso significa que, quando há um consumo excessivo e crônico de THC, pode ocorrer uma redução nos receptores CB1, condição que é percebida quando o usuário não sente o mesmo impacto do efeito psicoativo. Tal sintoma diminuiria sua vontade de fazer exercício.

Pesquisas sobre Mal de Parkinson

Em relação a doenças como o mal de Parkinson, pesquisadores do departamento de Gerontologia da Universidade de São Carlos, realizaram um ensaio duplo-cego controlado por placebo de CBD em pacientes com esta doença. Os pacientes foram expostos a um teste simulado para falar em público. Os pesquisadores descobriram que uma única dose de 300 miligramas de CBD reduziu a ansiedade e o tremor em comparação com o placebo.

Em relação a essa mesma doença, uma das principais sequelas que deixa nos pacientes são os movimentos lentos e a rigidez, que são tratados com medicamentos. Isso produz movimentos involuntários como efeitos colaterais, um sintoma conhecido como discinesia. Cientistas espanhóis descobriram que o THCV (tetrahidrocanabivarina), outro dos canabinoides produzidos pela planta, ajuda a reduzir esses movimentos.

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Em síntese, é importante citar a descoberta de pesquisadores do Instituto de Nanotecnologia do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, que isolaram um novo canabinoide chamado THCP ou tetrahidrocanabiforol, pertencente à cepa FM2, e testaram sua capacidade de se ligar a receptores endocanabinoides.

O THCP se liga cerca de 30 vezes mais facilmente aos receptores CB1 e seis vezes mais facilmente aos receptores CB2 do que o THC. Esse efeito explica por que diferentes cepas de cannabis têm diferentes efeitos tóxicos, mesmo quando têm os mesmos níveis de THC.

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