Cannabis sativa pode aumentar o metabolismo

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(Imagem: Pexels Shvets production)

Por Sofia Missiato

Atualmente o sobrepeso brasileiro é um fato que acomete 53% da população, percentual alto e uma propensão mundial devido a uma série de mudanças comportamentais, nos hábitos individuais e coletivos que foram ocorrendo a partir da década de 1970. Época que se inicia mudanças no processamento dos alimentos e que obtiveram uma demanda por praticidade e rapidez, o que geralmente não está atrelado aos alimentos naturais.

A prática regular de exercícios, dieta balanceada e acesso à informação são sabedorias já compreendidas pela sociedade quando se quer manter ou perder o peso geral do corpo. No entanto, é sempre menos penoso encontrar aliados para ajudar no processo de emagrecimento. A cannabis sativa, entre outros benefícios estudados por esse portal, também está atrelada ao aceleramento do metabolismo, isso porque, a planta, um derivado de canabinóides, têm potencial regulador do apetite e do metabolismo energético. 

O canabidiol, ou o CBD, como é popularmente conhecido, é um dos mais de cem fitocanabinoides presentes na planta que, por sua vez, se relacionam com o nosso corpo naturalmente, através dos canabinóides. São uma classe de compostos químicos que atuam diretamente no Sistema Endocanabinoide, principal responsável pela regulação e equilíbrio do corpo humano. 

Os processos fisiológicos do corpo humano são extremamente complexos e existe uma razão para que ele continue funcionando em sua normalidade, independente dos fatores externos a ele, como o clima e a alimentação. Quem se mantém na atividade é a homeostase, comandada pelo Sistema Endocanabinoide. 

Pesquisas científicas realizadas diversas vezes, indicam que a interação do Sistema Endocanabinoide atrelado ao consumo de CBD aumentam o número de células mitocondriais, responsáveis na alimentação celular, ou seja, o CBD ajuda a estabilizar os níveis de insulina no sangue. A insulina, é responsável pela regulação metabólica e favorece o processo de queima de gordura.

Mas é a fome, comumente chamada de larica? 

O paladar estimulado após o consumo da planta é explicado pelo composto THC que quando entra em contato com o organismo, tende a desencadear uma vontade de ingestão de alimentos. Tal princípio ativo tende a realçar o paladar e o olfato, além de ativar receptores ligados a liberação de hormônios da fome. Por isso, tal componente é um importante adjuvante terapêutico em quadros clínicos como depressão, câncer, ou ainda pacientes que estão passando por quimioterapia e perdem o apetite. 

Os fármacos produzidos isolando o CBD podem inibir o apetite como dito antes e ainda transformar o tipo de gordura branca, associada à obesidade e diabetes, em gorduras benéficas para o corpo que ajudam a reter o calor, que é a gordura marrom. 

Contudo, não existe nenhuma receita ideal a ser seguida por todos, isto depende de vários fatores como rotina, dieta, atividades e hábitos. A resposta está em entender em qual perfil se enquadra para daí compreender qual seria a prescrição segura e assertiva na manipulação com fármacos ligados à cannabis sativa.

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