“Ela parou de usar fraldas”, conta chefe de gabinete que trata Alzheimer da mãe com Cannabis

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Por Caroline Apple e Izabela Borges (estagiária)

O parlamentar Luiz Antônio Corrêa (PL-RJ) tomou a palavra e contou que não tinha curiosidade pelo tema até sua chefe de gabinete, Maria Simone Silva Abrão, de 47 anos, começar a tratar sua mãe de 85 anos, diagnosticada com Alzheimer.

“Ele [deputado] acompanhou o meu desabafo muitas vezes sobre as noites mal dormidas, as dificuldades de locomoção que minha mãe enfrentava. Quando comecei a usar o óleo, contei para ele e, desde então, o atualizo sobre o estado dela. Ele passou então a se interessar pelo tema, e foi uma grata surpresa poder ter tido a oportunidade da falar na comissão”, conta a chefe de gabinete.


Simone, como é mais conhecida, conta que sua mãe, Maria Alice Silva Abrão, sempre foi muito ativa e descontraída e, diante do diagnóstico, logo a família percebeu que as limitações da doença seriam sentidas demais por todos. “O Alzheimer é muito sofrido, talvez mais para a família do que para o paciente, uma vez que a tendência é o paciente ir se esquecendo de tudo. É muito triste”, lamenta.


O esquecimento da panela no fogo e da chama do fogão acesa foram os primeiros indícios da doença que culminou posteriormente em uma crise grave que a fez esquecer completamente de Simone por dois dias. “Foi o pior momento da minha vida. Foi desesperador”.


Simone e seu esposo, Ricardo Padovan, com quem divide os cuidados de Maria, decidiram ir atrás do medicamento à base de Cannabis depois de ler diversos relatos de pacientes, como do senhor Ivo (caso famoso pela luta do seu filho à favor da Cannabis e pela autorização do autocultivo) e também por se decepcionar com os tratamentos alopáticos.


A chefe de gabinete conta que durante quatro anos a mãe usou um adesivo que prometia promover melhoras significativas na doença. Porém, durante uma viagem, Sinome notou que havia esquecido a receita e a mãe ficou sem o medicamento. Para sua surpresa, na volta, a mãe aparentava estar melhor após ter deixado de usar o método de tratamento convencional.


Com a Cannabis, Maria recobrou a vontade de viver e passou a ver o mundo de forma mais colorida, segundo sua filha. A paciente desenvolveu a aptidão para pintar livros de colorir para adultos, estimulando a criatividade. E tudo isso com mais autonomia sobre si, uma vez que Maria voltou a ter controle das suas necessidades básicas e deixou de usar roupa íntima geriátrica. A idosa ficou mais ativa e dorme melhor.


Mas essa jornada não foi sozinha. Simone teve o apoio de uma médica prescritora, advogados e associações. E, além da família, quem agradece é dona Maria e sua vida mais cheia de cor.

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