Em Portugal, mais empresas se movimentam para levar o óleo de Cannabis às farmácias

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Em nível mundial, a Tilray teve receitas acima dos 176 milhões de euros em 2020, mais 26% do que no ano anterior (Foto: Magda Ehlers/Pexels)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de Notícias Magazine (Inês Schreck)

No dia 1º de abril, chegou às farmácias de Portugal a flor seca da Cannabis, da empresa Tilray, com uma concentração de 18% de THC e menos de 1% de CDB. Mas, além da flor seca da Tilray, o Infarmed está avaliando outros dois pedidos de autorização de colocação no mercado (ACM) para flor de Cannabis inteira seca. Mas há mais produtos para chegar às farmácias. “A Tilray está empenhada em outras fórmulas farmacêuticas, nomeadamente soluções orais [óleos], e flores com CBD”, segundo comunicado da empresa.

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A empresa Sabores Púrpura, sediada em Coimbra, mas com plantações em Tavira, está no aguardo de fiscalização do órgão regulador Português (o Infarmed) para avançar com o pedido de comercialização de um óleo de Cannabis com THC (indicado para doentes oncológicos, entre outros) e outro com CBD (para epilepsia). “Os óleos estão prontos. Assim que forem autorizados, podem ser distribuídos”, assegura Sofia Ferreira, uma das proprietárias e responsável pelo compliance da empresa. Os primeiros produtos foram produzidos fora do país, com as plantas da Sabores Púrpura.

Doença do filho inspirou os pais a criarem empresa de cannabis

A história da empresa, a única 100% portuguesa autorizada a cultivar cannabis no país, é inspirada pela  da família. Sofia e Miguel Pereira da Silva têm sete filhos. O mais novo, Zé, agora com seis anos, começou a ter convulsões aos 12 meses de vida. Sem uma doença diagnosticada, os pais só sabiam que, em vez de febre, quando surgia uma gripe ou amigdalite, o Zé tinha convulsões. “Não há nada pior do que ver um filho ter uma convulsão. É como se o mundo fosse desabar”, compara Sofia. Portanto, Sofia e Miguel iniciaram uma jornada de pesquisa e rapidamente descobriram a cannabis medicinal.

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“Percebemos que o mercado não era seguro. Mandamos testar alguns óleos de CBD e confirmamos os nossos receios”, conforme conta. Encontraram pesticidas e metais pesados nas amostras, substâncias que só se detectam se forem pesquisadas nas análises. “Esta planta absorve tudo e não expele. Já foi usada em Chernobyl para limpar os solos, é uma autêntica esponja”, exemplifica Sofia. Foi então que os pais do Zé decidiram substituir o cultivo de morangos pela cannabis. “Viemos parar a esta indústria porque sabemos o que se passa na produção.”

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Além da canadiana Tilray e da portuguesa Sabores Púrpura, há atualmente mais oito empresas autorizadas a cultivar cannabis para fins medicinais, de Braga ao Algarve, num negócio que vale muitos milhões de euros. A nível mundial, a Tilray teve receitas acima dos 176 milhões de euros em 2020, mais 26% do que no ano anterior. Além disso, em Portugal, a empresa já investiu 20 milhões de euros e contratou até ao momento cerca de 200 trabalhadores. Antes da pandemia, estimava-se que o investimento total dos projetos de cannabis medicinal em Portugal anunciados até 2024 alcançaria os 500 milhões de euros, com a criação de cerca de 1.500 postos de trabalho.

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