Estudo avalia os impactos socioeconômicos de uma possível legalização do uso medicinal da cannabis no Brasil

O foco do problema é a necessidade urgente de pacientes que dependem do tratamento à base da planta e enfrentam entraves legais que prevalecem em relação ao apelo pela regulamentação

Estudo avalia os impactos socioeconômicos de uma possível legalização do uso medicinal da cannabis no Brasil
Estudo avalia os impactos socioeconômicos de uma possível legalização do uso medicinal da cannabis no Brasil

Por João R. Negromonte

Publicado no último mês na plataforma Jusbrasil, o estudo trata-se de uma análise dos impactos socioeconômicos da legalização da maconha para fins medicinais no Brasil.

Por meio de exemplos de outros países, onde já existe uma regulamentação a respeito dos usos da cannabis, o artigo, com autoria de Carla Lorena Silva Dutra e Fernando Lobo Lemes, destaca a necessidade de uma legislação abrangente que garanta os direitos fundamentais de todos.

“Até o momento, a jurisprudência tem se mostrado progressista, de forma avessa ao dispositivo legal e apoiando a disponibilidade da medicação aos pacientes com base no direito fundamental à saúde”, destaca o estudo.  

Outro ponto que merece atenção são os benefícios econômicos que tal mudança traria ao país, tendo em vista a riqueza do solo brasileiro e o clima favorável que o país oferece para a produção em larga escala da cannabis e suas subespécies.

O trabalho explora, como forma de contextualização, aspectos como a história da maconha, seu uso medicinal, acessibilidade da população como um todo e os princípios fundamentais de direito de cada cidadão.

O método de compilação (ou bibliográfico) utilizado para a realização deste trabalho, consiste na representação do pensamento e opiniões de vários autores e especialistas que escreveram sobre o tema proposto, chegando a conclusão, portanto, que o uso da cannabis para fins medicinais, ocupa espaço de grande importância na sociedade, visto que a pauta vai ao encontro com o regramento legal brasieliro quanto a política antidrogas do Estado, atingindo diretamente direitos fundamentais como a saúde e a vida.

“A liberação da maconha para fins medicinais não se trata apenas de matéria a ser abordada pelo ponto de vista do direito penal, mas da dignidade da pessoa humana, do direito fundamental à saúde e direito à vida, de forma que a inobservância desses direitos e princípios lesa o coletivo”, afirma o estudo que completa:

“Não se trata de um tema pacificado, porém, pelo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, de forma ativista, deve  atender àqueles que necessitam de saúde e bem-estar para viver uma vida digna e devidamente amparada pelo poder público”.