STF define data para julgar descriminalização do porte de drogas

STF define data para julgar descriminalização do porte de drogas
STF define data para julgar descriminalização do porte de drogas

Por redação Sechat

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O Supremo Tribunal Federal (STF) reagendou o julgamento do processo sobre a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal. A ação aguardava julgamento desde 2015. A ministra Rosa Weber, presidente da suprema corte, havia marcado o julgamento para o dia 24 de maio, porém, o caso não foi julgado porque os ministros deram continuidade a outro processo. Como o julgamento se estendeu, não houve tempo suficiente para o plenário debater sobre a incostitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas. A nova data para o julgamento do Recurso Extraordinário 635659 ficou definida para o dia 01 de junho de 2023.

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Veja o que já falamos sobre o julgamento da descriminalização do porte de drogas no Brasil.

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o julgamento da ação que discute a descriminalização das drogas para uso pessoal por causa do julgamento do ex-senador Fernando Collor de Mello. O Plenário do Supremo Tribunal Federal deu continuidade, nesta quarta-feira (24), ao julgamento da Ação Penal (AP) 1025, em que Collor e outros dois réus respondem por crimes ligados à BR Distribuidora.

Na sessão desta quinta-feira (25) a presidente do Tribunal, ministra Rosa Weber, apresentará seu voto, e o Plenário definirá as penas.

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Veja a opinião de quem tinha a expectativa de acompanhar o julgamento da incostitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas, ontem em Brasília

https://www.youtube.com/watch?v=mfm_nnZQcxo&t=1s
Imagens: André Fajardo
https://www.youtube.com/watch?v=0o_6xj1hiYw
Imagens: André Fajardo

Entenda o julgamento da discriminalização das drogas

Apesar da expectativa, o julgamento não aconteceu. O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a última quarta-feira (24) o julgamento da ação que discute a descriminalização do porte de drogas para consumo. É importante esclarecer que os ministros não irão decidir sobre a venda das drogas. Independentemente do resultado de hoje, a comercialização das drogas é ilegal e o ato está sujeto as punições do código penal brasileiro.

Por isso, os ministros retomam o julgamento oito anos depois de  Teori Zavascki, que morreu em 2017, pedir vista do processo.

Entretanto, fato é que os defensores da liberação do porte de pequenas quantidades para uso pessoal são contrários à criminalização porque acreditam que punir o usuário fere os princípios constitucionais como o direito à privacidade de cada indivíduo. 

Outra alegação, é de que a criminalização não é a medida mais adequada para conter o tráfico de drogas. 

Ao contrário dos que defendem a descriminalização, os críticos dessa pauta acreditam que a medida ajudaria a aumentar o consumo e o tráfico. Além disso, alegam que o direito individual não está acima da saúde pública. 

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Quem deve julgar a descriminalização das drogas?

Sobretudo, outro questionamento é se a decisão deveria ser tomada apenas pelo STF ou, então, o porte para consumo deveria ser analisado e decidido pelo Congresso. 

Mesmo o assunto dividindo opiniões, o Recurso Extraordinário está pautado para análise do STF. A discussão é se o artigo 28 da Lei de Drogas, que prevê que é crime adquirir, guardar ou transportar droga para consumo pessoal, é inconstitucional. 

Contudo, não há previsão de prisão para esse crime no Brasil. De acordo com a lei, as penas previstas nesse caso são “advertência sobre os efeitos das drogas”, “prestação de serviços à comunidade” e/ou “medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo”.

Segundo o advogado Emílio Figueiredo, existe muita expectativa sobre a decisão do processo. “A primeira expectatia é se esse julgamento vai acontecer. A segunda, é pelo o resultado. Principalmente, porque o supremo hoje está composto por 10 ministros. O Lula ainda não indicou um nome para assumir o lugar do ex-ministro Ricardo Lewandowski  (aposentado em abril deste ano)”, pondera.