Mesmo com decisão judicial favorável, menina espera há 3 meses canabidiol para tratar doença

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Thayne, de 11 anos, trata a epilepsia refratária com canabidiol e já apresentou uma série de avanços desde que iniciou o uso do medicamento (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

Thayne, moradora do bairro Mangabeira em Feira de Santana, enfrenta desde os 11 meses crises convulsivas. A doença apresentou melhora até os cinco anos de idade da garota, mas, pouco depois, ela recebeu o diagnóstico da epilepsia. Aos seis anos, foi internada pela primeira na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer um mal convulsivo e passar dois meses hospitalizada. Com nove anos, Thayne teve seu quadro de saúde extremamente agravado e diagnosticada com epilepsia refratária.

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A mãe da menina, Talita da Conceição Ribeiro, de 26 anos, conta que os problemas de saúde da filha nunca a impediram de brincar, andar e se alimentar, mas tudo mudou em 2018, quando Thayne voltou a ser internada e teve uma grande perda motora. 

“Hoje ela respira através da ventilação mecânica, tem traqueostomia e se alimenta por sonda (gastrostomia). Ela tem o home care e os cuidados em casa através do Serviço Único de Saúde (SUS) e o estado fornece os medicamentos e os materiais de uso necessário”, contou Talita.

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Segundo Talita, a filha passou a usar o canabidiol em fevereiro deste ano, depois de receber a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com o uso do medicamento, os avanços no tratamento de Thayne foram perceptíveis, além de apresentar grande melhora na parte motora, de acordo com ela.

No início do tratamento, a família conseguia arcar com a compra do canabidiol, porém, hoje, não possui mais condições financeiras. Para que a filha pudesse continuar utilizando o medicamento, Talita trabalhou como maquiadora e cabeleireira, organizou uma vaquinha online e venda de rifas. Mesmo com a ajuda financeira do pai de Thayne, ela conta que ainda não é suficiente, visto o alto custo do medicamento – um frasco de 30ml, que dura apenas 8 dias, tem o custo de R$ 2,5 mil.

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“Entrei com o processo na Justiça através da Defensoria Pública há três meses e o juiz decretou que o estado ou o município teriam que arcar com o medicamento. No final de setembro, o município informou que não poderia arcar com a medicação e eu deveria aguardar o estado. No entanto, até hoje, não tive resposta”, declarou Talita.

Enquanto aguarda o fornecimento do estado, a mãe da menina teme que a filha apresente piora em seu quadro de saúde sem o uso do medicamento. Esse medo é somado à demora que o medicamento, que é importado, tem para chegar ao Brasil: cerca de um mês.

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Com a pandemia da covid-19, a situação financeira apertou ainda mais e as doações da vaquinha e as vendas das rifas diminuíram. Talita apela que o estado possa fornecer o medicamento e espera que a filha possa ter novos avanços em sua recuperação. Para contribuir com a arrecadação online, basta clicar aqui.

Quem tiver interesse em assinar as rifas feitas pela mãe de Thayne ou ajudá-la, o telefone para contato é (75) 98157-5283.

Fonte: com informações do Bahia Notícias e Correio da Cidade

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