Audiência pública em SP debate os aspectos jurídicos da cannabis

“Diante da omissão de alguns poderes, principalmente em âmbito federal, a todo momento pacientes e associações buscam o judiciário para garantir a tutela de seu direito à saúde,” destaca o Dr. Cristiano Maronna, um dos palestrantes do evento

Audiência pública em SP debate os aspectos jurídicos da cannabis
Audiência pública em SP debate os aspectos jurídicos da cannabis

Por João R. Negromonte

A audiência pública, que aconteceu ontem (17) na Assembleia Legislativa de São Paulo e foi realizada pela Frente Parlamentar em Defesa da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial e pelo Instituto de Pesquisas Sociais e Econômicas da Cannabis (IPSEC), colocou em pauta como o poder judiciário vem se posicionando perante as aplicações da cannabis no Brasil. 

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O debate, mediado pelo deputado estadual Sérgio Victor (NOVO), contou também com a participação de nomes como a Dra. Cecília Galicio, advogada que integra a Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas e colunista do Sechat, Dra. Fernanda Balera, Defensora Pública do Estado de São Paulo, Dr. Leonardo Sobral Navarro, membro efetivo da Comissão Especial de Direito Médico e de Saúde (OAB/SP), Dr. Gustavo Roberto Costa, Promotor de Justiça do Ministério Público em São Paulo, e o Dr. Cristiano Maronna, representante da OAB-SP no Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas da Cidade de São Paulo (Comuda).

Abordando temas como a insegurança jurídica para profissionais de saúde prescritores de cannabis, garantias constitucionais, habeas corpus preventivos e democratização do acesso aos medicamentos, os juristas destacaram a importância da discussão no âmbito não só jurídico, como também legislativo e executivo. 

Para o Dr. Maronna: “Diante da omissão de alguns poderes, principalmente em âmbito federal, a todo momento pacientes e associações buscam o judiciário para garantir a tutela de seu direito à saúde. Dessa forma, centenas de milhares de pessoas hoje têm acesso aos remédios à base de cannabis a baixo custo.”

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O advogado destaca também o importante papel das associações de pacientes na democratização do acesso destes medicamentos: “As associações de pacientes são a vanguarda do avanço regulatório do uso de cannabis no Brasil, graças à sensibilidade de juízes e tribunais. Diante do alto custo do medicamento importado e dos nacionais disponíveis nas farmácias, só haverá regulação inclusiva e democrática se houver autorização para o autocultivo e o cultivo compartilhado.”

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 A audiência, que teve duração de mais de duas horas, contou também com relatos de legisladores, pacientes e da opinião pública que estavam presentes na casa. Para aqueles que querem saber mais sobre os aspectos jurídicos da cannabis no Brasil, ou mesmo ficar familiarizado com a pauta, confira a transmissão completa aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=kOn3xRvurZs