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Professor responsável pelo banco genético de cannabis responde dúvidas sobre monopólio de mercado 

“Nosso objetivo é justamente levar a informação a todos que necessitam dela e não o contrário”, destacou o pesquisador Derly J. H. da Silva

Professor responsável pelo banco genético de cannabis responde dúvidas sobre monopólio de mercado 
Professor responsável pelo banco genético de cannabis responde dúvidas sobre monopólio de mercado 

 

A criação do banco genético de cannabis na Universidade Federal de Viçosa (UFV) trouxe consigo não apenas promessas de avanço científico, mas também questionamentos relevantes sobre um possível monopólio no setor. O Agrônomo e presidente da Associação Latino-Americana de Cânhamo Industrial (LAIHA), Lorenzo Rolim, levantou preocupações acerca do controle significativo que uma única instituição poderia ter sobre um mercado com grande potencial econômico e social. Em resposta a esses questionamentos, o Dr. Derly Jose Henriques da Silva, responsável pelo projeto, fez esclarecimentos. 

 

Uma iniciativa com propósito e responsabilidade 

 

Em uma entrevista exclusiva ao portal Sechat, o professor Derly destacou a importância do banco genético de cannabis para o desenvolvimento do setor no Brasil. Ele enfatizou que: 

 

“A proposta é uma parceria público-privada, visando aporte financeiro da empresa parceira para cobrir os custos elevados do projeto. A universidade, por sua vez, contribui com recursos técnicos-científicos, proporcionando mão de obra qualificada. O ponto crucial é que, apesar do financiamento, os dados gerados pelo banco genético não serão exclusivos da empresa pagante, mas sim disponibilizados para outras instituições e empresas do setor". 

 

Transparência e disseminação de conhecimento 

 

Respondendo diretamente às preocupações de Rolim, o professor Derly destacou que o objetivo central é a disseminação de conhecimento.  

 

“Além do banco genético, a UFV criou também o Centro Tropical de Recursos Genéticos de Cannabis, cujo propósito é multiplicar informações para associações, pacientes e demais interessados no cultivo e extração de cannabis”, afirma o professor, ressaltando que a proposta vai além do simples monopólio, buscando contribuir efetivamente para o desenvolvimento do setor. 

 

A responsabilidade do governo e a falta de regulamentação 

 

Quanto à falta de regulamentação do cultivo de cannabis no Brasil, o professor Derly concordou com Lorenzo Rolim. Ele apontou a demora e a ausência de regras claras como fatores prejudiciais ao desenvolvimento do ecossistema da planta. No entanto, fez ressalvas, argumentando que a responsabilidade recai também sobre os órgãos governamentais que deveriam fomentar a pesquisa nas instituições de ensino, permitindo o desenvolvimento de tecnologias e pesquisas como ocorre em outros países. 

 

A UFV e o Professor Derly reforçam seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor de cannabis, buscando parcerias, transparência e disseminação ampla de informações para contribuir efetivamente para o avanço dessa área no Brasil. Por isso, um diálogo que oferece insights sobre um projeto dessa magnitude, abrindo espaço para uma discussão mais ampla sobre o futuro da cannabis no Brasil.