Cann Doc aposta em tecnologia, acesso e educação para transformar a adesão à cannabis medicinal no Brasil
Plataforma integra médicos, pacientes e farmácias para ampliar o acesso, melhorar a adesão ao tratamento e fortalecer a jornada da cannabis medicinal no Brasil
Publicada em 02/06/2026

Acesso à cannabis medicinal
A adesão ao tratamento com cannabis medicinal no Brasil ainda enfrenta desafios estruturais — mas também abre espaço para inovação. É nesse cenário que a Cann Doc se posiciona como uma ponte entre pacientes, médicos e farmácias, apostando na integração da jornada terapêutica como estratégia para aumentar o sucesso clínico.
“O propósito da Cann Doc é democratizar o acesso à cannabis medicinal e auxiliar médicos e prescritores habilitados a conduzirem tratamentos com mais segurança, contribuindo diretamente para a melhora da qualidade de vida dos pacientes”, afirma Kali Nardino, farmacêutico, executivo do setor de saúde e Head de Marketing da companhia.
Segundo o executivo, o ponto central está em diferenciar dois conceitos fundamentais: adesão e aderência.
“A adesão é o início correto do tratamento. Ou seja, quando o paciente consegue acessar a terapia, entende a prescrição e inicia o uso adequadamente”, explica. “Já a aderência está relacionada à continuidade do tratamento ao longo do tempo, respeitando dose, frequência, acompanhamento médico e objetivos terapêuticos.”
Na prática, essa diferença é determinante. Nardino revela que, com programas de acesso e descontos, a Cann Doc já observa índices expressivos de recompra. “Com os descontos oferecidos, vimos que em determinados períodos, a recompra é superior a 70%, via Cann Doc.”
A plataforma atua diretamente nos gargalos que historicamente dificultam essa continuidade. Entre os principais entraves estão o custo do tratamento, a dificuldade de acesso, expectativas irreais, falta de orientação adequada, preconceito social, insegurança regulatória e ausência de acompanhamento contínuo.

“Muitos pacientes chegam aos tratamentos com cannabis medicinal após uma longa jornada terapêutica frustrada. Isso gera ansiedade e expectativa elevada. Quando não existe suporte clínico e educacional, o risco de abandono aumenta”, afirma.
Para enfrentar esse cenário, a Cann Doc aposta em um modelo integrado. A solução conecta médicos, pacientes e farmácias, permitindo desde o agendamento de consultas até a compra de medicamentos com benefícios em redes credenciadas, como Raia, Drogasil, Panvel e Drogaria São Paulo.
A tecnologia desempenha papel central nessa estratégia. “O paciente pode buscar médicos na plataforma, agendar consultas, receber a receita eletrônica e comprar tanto online quanto em lojas físicas. Além disso, facilitamos a comunicação via WhatsApp e oferecemos conteúdos científicos e ferramentas como calculadoras de dose para médicos”, detalha.
O executivo destaca ainda que o avanço regulatório e a digitalização do receituário tendem a fortalecer esse ecossistema. “Com a evolução regulatória recente e a digitalização do receituário eletrônico, esse ecossistema tende a ficar ainda mais estruturado.”
Outro ponto crítico é o estigma. Apesar dos avanços, o preconceito ainda impacta diretamente a jornada do paciente. “Muitos pacientes têm receio de julgamento social, familiar e até profissional. Em alguns casos, o preconceito vem da associação equivocada entre uso medicinal e uso recreativo.”
Esse fator, segundo ele, pode comprometer o tratamento. “Isso pode gerar interrupção precoce do tratamento, baixa confiança terapêutica e até abandono antes do tempo necessário para avaliação clínica adequada.”
A resposta, na visão da Cann Doc, passa por educação baseada em ciência. A empresa já investe em cursos para médicos e avalia expandir esse conteúdo para pacientes. “A educação é fundamental para reduzir a desinformação e alinhar expectativas.”
A adesão também varia conforme múltiplos fatores, como patologia, perfil do paciente, expectativa terapêutica, tempo de tratamento, suporte familiar, acesso financeiro e acompanhamento profissional.
Pacientes com doenças crônicas, neurológicas e dor persistente costumam apresentar maior continuidade quando existe acompanhamento próximo e percepção gradual de melhora da qualidade de vida.
“Pacientes que recebem orientação clara desde o início tendem a apresentar melhor aderência terapêutica. A construção de confiança continua sendo um dos fatores mais importantes dentro da cannabis medicinal”, reforça.
No centro dessa estratégia está uma mudança de paradigma: enxergar o tratamento como uma jornada contínua — e não como a simples entrega de um produto.
“A cannabis medicinal não se resume à prescrição. Ela exige educação, acompanhamento, acesso e construção de confiança. Na Cann Doc, acreditamos que a adesão terapêutica nasce justamente da integração entre ciência, cuidado e jornada do paciente, tornando o tratamento mais seguro, acessível e sustentável ao longo do tempo”, conclui Nardino.