Guia explica sistema endocanabinoide e canabinoides

Guia aborda receptores CB1 e CB2, endocanabinoides e diferenças entre CBD, THC, CBG, CBN, CBC, THCV e CBDV. Acesse para baixar!

Ilustração do sistema endocanabinoide e dos canabinoides CBD, THC, CBG, CBN, CBC, THCV e CBDV.

A Rare Cannabinoid Company lançou um guia digital gratuito sobre o sistema endocanabinoide e as diferentes formas de interação dos canabinoides com o organismo. Publicado em 27 de agosto, o material apresenta conceitos relacionados ao CBD, THC, CBG, CBN, CBC, THCV e CBDV.

Intitulado “What Is the Endocannabinoid System? How the ECS Works” — “O que é o sistema endocanabinoide? Como o SEC funciona”, em tradução livre —, o conteúdo foi produzido pela empresa de produtos de cânhamo sediada em Honolulu, no Havaí, nos Estados Unidos.

O lançamento foi noticiado originalmente em 28 de agosto pelo jornalista Anthony Martinelli, fundador e editor-chefe do The Marijuana Herald.

O que é o sistema endocanabinoide?

O sistema endocanabinoide, também identificado pela sigla SEC, é uma rede de sinalização celular presente no organismo humano, independentemente do uso de cannabis ou de produtos derivados do cânhamo.

O sistema participa da comunicação entre células e interage com diferentes processos fisiológicos. Uma revisão científica disponível no PubMed Central descreve os receptores CB1 e CB2, os endocanabinoides e as enzimas envolvidas em sua produção e degradação como elementos centrais dessa rede.

O guia divide o sistema endocanabinoide em três componentes principais:

  • Os receptores canabinoides, entre eles CB1 e CB2;
  • Os endocanabinoides produzidos pelo organismo, como a anandamida e o 2-araquidonoilglicerol, conhecido como 2-AG;
  • As enzimas responsáveis por produzir e degradar essas moléculas, incluindo FAAH e MAGL.

Os receptores CB1 são encontrados em maior concentração no cérebro e no sistema nervoso central, embora também estejam presentes em outros tecidos. Os receptores CB2 são associados principalmente a células do sistema imunológico e a tecidos periféricos, mas também já foram identificados no sistema nervoso.

A FAAH atua principalmente na degradação da anandamida, enquanto a MAGL participa da decomposição do 2-AG. Esse processo ajuda a controlar a duração dos sinais transmitidos pelos endocanabinoides.

Endocanabinoides e fitocanabinoides

O material também diferencia os endocanabinoides, produzidos naturalmente pelo corpo, dos fitocanabinoides encontrados na cannabis e no cânhamo.

Anandamida e 2-AG são exemplos de endocanabinoides. THC, CBD, CBG, CBN, CBC, THCV e CBDV são fitocanabinoides, ou seja, compostos originados na planta.

Segundo o guia, essas substâncias não interagem da mesma maneira com o organismo. O THC apresenta atividade direta nos receptores canabinoides, especialmente no CB1, enquanto o CBD possui atuação mais indireta e envolve diferentes alvos moleculares.

O conteúdo reserva seções específicas para CBG, CBN, CBC, THCV e CBDV, frequentemente classificados como canabinoides minoritários ou raros. O texto aborda diferenças estruturais e mecanismos de interação, sem tratar todos esses compostos como equivalentes.

“Criamos este guia para oferecer aos leitores uma base clara para compreender o sistema endocanabinoide”, afirmou um porta-voz não identificado da companhia em declaração reproduzida pelo The Marijuana Herald.

Material responde dúvidas frequentes

Entre as questões abordadas estão a presença do sistema endocanabinoide em todas as pessoas, as funções dos receptores CB1 e CB2, as diferenças entre os canabinoides e a alegação de que seria possível “ativar” ou “aumentar” o funcionamento do SEC.

O guia destaca que o sistema já permanece ativo no organismo e que expressões como “impulsionar o sistema endocanabinoide” podem simplificar excessivamente seu funcionamento. A influência de uma substância sobre uma parte da sinalização não significa necessariamente aumento de toda a atividade do sistema.

O conteúdo também apresenta uma linha histórica das descobertas relacionadas ao SEC, desde a identificação do receptor CB1, no final da década de 1980, até a descoberta da anandamida, do receptor CB2 e do 2-AG na década seguinte.

Guia tem origem empresarial

A Rare Cannabinoid Company comercializa óleos, gomas, pastilhas e produtos tópicos formulados com CBD, THC e canabinoides minoritários. Além das explicações e referências científicas, o guia contém links para produtos vendidos pela própria empresa.

Por essa razão, o material deve ser identificado como conteúdo educativo de origem empresarial, e não como diretriz clínica independente. As informações não substituem avaliação profissional ou orientação individualizada sobre o uso de produtos à base de cannabis.

O guia completo está disponível em inglês no site da Rare Cannabinoid Company. Com informações de Anthony Martinelli, do The Marijuana Herald

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