Março Roxo reforça debate sobre epilepsia e cannabis
Campanha global amplia conscientização e evidencia o papel do canabidiol no tratamento de epilepsia resistente
Publicada em 20/03/2026

Março Roxo reforça a conscientização sobre epilepsia e destaca o uso do canabidiol como alternativa terapêutica
O Março Roxo, campanha internacional dedicada à conscientização sobre a epilepsia, ganha força em 2026 ao ampliar o debate sobre diagnóstico, inclusão social e novas alternativas terapêuticas — com destaque para a cannabis medicinal. A condição neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes causadas por descargas elétricas anormais no cérebro, afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, cerca de 65 milhões de pessoas vivem com epilepsia globalmente, o que reforça a dimensão do problema de saúde pública (Agência Brasil). Já a Organização das Nações Unidas estima que aproximadamente 50 milhões de pessoas convivam com a doença, sendo uma das condições neurológicas mais comuns no mundo (As Nações Unidas em Brasil).
No Brasil, o cenário também é expressivo: cerca de três milhões de pessoas convivem com a doença, muitas ainda enfrentando barreiras no acesso ao tratamento e preconceito social. O ponto alto da campanha acontece em 26 de março, o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia.
Cannabis medicinal ganha protagonismo
Nos últimos anos, o uso do canabidiol (CBD) tem se consolidado como uma alternativa relevante, especialmente para pacientes com epilepsia refratária — quando as crises não respondem aos medicamentos tradicionais.
A Organização Mundial da Saúde reconhece que o canabidiol possui potencial terapêutico significativo para o tratamento de convulsões, além de não apresentar risco de dependência quando utilizado para fins médicos (Agência Brasil). Estudos recentes também indicam que o uso do CBD pode reduzir em até 41% a frequência das crises epilépticas em pacientes resistentes ao tratamento convencional (Jornal da USP).
No Brasil, o avanço regulatório tem permitido maior acesso ao tratamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza a prescrição médica e a importação de produtos à base de cannabis, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes que não encontram resposta em abordagens tradicionais.
Avanços científicos e desafios no acesso
Além da epilepsia, o canabidiol também vem sendo estudado para outras condições neurológicas e psiquiátricas, como doença de Parkinson, esclerose múltipla, ansiedade e esquizofrenia. O crescimento das pesquisas reforça o potencial da cannabis medicinal como ferramenta terapêutica inovadora.
Apesar dos avanços, especialistas apontam que o acesso ainda é limitado, principalmente no sistema público de saúde. Na América Latina, mais da metade das pessoas com epilepsia não recebe tratamento adequado, segundo dados da ONU (As Nações Unidas em Brasil).
Nesse contexto, o Março Roxo se consolida como um momento estratégico para ampliar o debate público, combater o estigma e promover políticas de saúde baseadas em evidências científicas.
Para acompanhar mais conteúdos sobre saúde e cannabis medicinal, acesse:
https://sechat.com.br/categoria/saude

