Operação Cannabusiness mira derivados de cannabis em SP
Polícia Civil cumpriu 11 mandados e realizou 25 vistorias em plantações pela Operação Cannabusiness; Leia mais no Sechat.

A Polícia Civil de São José do Rio Preto deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Cannabusiness, voltada ao combate ao comércio ilegal de derivados de maconha, como haxixe, na região. A ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e realizou 25 vistorias em plantações.
Segundo a Polícia Civil, a operação também resultou no sequestro de bens e valores dos investigados, além do confisco de propriedades que, de acordo com a investigação, eram utilizadas para a prática do tráfico de drogas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil ressalta que pacientes que utilizavam insumos derivados de cannabis para tratamento, sem envolvimento com práticas consideradas ilícitas, não foram alvo da operação. A corporação afirma que a ação está amparada em portaria e pareceres técnicos da Delegacia Seccional responsável, além de nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Advogado critica operação
O advogado e ativista Erik Torquato criticou a condução da Operação Cannabusiness e afirmou que é necessário diferenciar eventuais desvios de finalidade do cultivo destinado ao uso medicinal.
“É uma perseguição aos cultivadores, e o uso medicinal não pode ser criminalizado. É preciso separar o que é desobediência civil do desvio de finalidade, como o tráfico de drogas. Em uma operação em que mais de 20 associações foram alvo e apenas uma pessoa foi presa, fica demonstrado que não era uma ação urgente, mas sim de apelo político para perseguir o uso medicinal. É uma forma de usar o paciente que possui habeas corpus para demonstrar a força policial do modo mais fácil, sem necessariamente enfrentar o crime organizado.”
