Por que a medicina ensina a tratar doenças, mas não a preveni-las?
Especialistas discutem a lacuna na formação médica, o papel da nutrologia e como hábitos de vida modulam o sistema endocanabinoide na prevenção de doenças
Publicada em 02/02/2026

No Deusa Cast, especialistas explicam o que a medicina não ensina sobre prevenção, inflamação e estilo de vida | CanvaPro
A discussão sobre os limites da medicina tradicional e a urgência de uma abordagem mais preventiva ganhou espaço em um dos cortes do Deusa Cast, podcast do Portal Sechat.
No episódio, o médico do esporte Dr. Jimmy Fardim e a cirurgiã-dentista Dra. Rafaela da Rosa analisam como a formação médica ainda privilegia a prescrição de medicamentos, deixando em segundo plano a prevenção, a nutrologia e o impacto do estilo de vida na saúde.
A Lacuna na Formação Médica
Dra. Rafaela da Rosa destacou que a lógica predominante nas faculdades de medicina ainda é reativa, focada no tratamento da doença já instalada, e não na construção de saúde.
“Na medicina a gente aprende muito a prescrever remédio e muito pouco a fazer a prevenção, né? De você não precisar do remédio”, afirmou a especialista.
Segundo ela, a ausência de disciplinas voltadas à nutrologia e à prevenção limita a capacidade do profissional de orientar o paciente sobre alimentação, hábitos e escolhas que ajudam a manter o equilíbrio do organismo antes que o adoecimento aconteça.
Sistema Endocanabinoide e Estilo de Vida
Outro ponto central do debate foi o papel do sistema endocanabinoide na regulação do corpo e como ele pode ser modulado por práticas simples do dia a dia. A especialista explicou que atividades não farmacológicas já contam com respaldo científico nesse processo.
“Exercício físico, alimentação, meditação… já tem estudos comprovando que isso atua no sistema endocanabinoide. Você meditar, respirar, produz menos radical livre, menos espécie reativa de oxigênio, o que gera menos inflamação e menos estresse”, destacou Jimmy Fardim.
Além disso, a especialista citou a suplementação com ômega-3 como uma estratégia complementar para auxiliar no equilíbrio sistêmico e na redução de processos inflamatórios.
Ultraprocessados, Estresse Oxidativo e Doenças Crônicas
A conversa também abordou os impactos negativos da alimentação ultraprocessada e de substâncias sintéticas no organismo. De acordo com a Dra. Rafaela, esses compostos podem interferir diretamente nos receptores celulares e favorecer o surgimento de radicais livres.
“Essas substâncias ou tentam se ligar a receptores que não são feitos para elas, danificando esses receptores, ou permanecem no organismo na forma de radicais livres”, explicou.
Esse cenário de estresse oxidativo, segundo os especialistas, está na base de diversas condições crônicas observadas na prática clínica, como fibromialgia, doença de Alzheimer, dores persistentes e distúrbios do sono, que se manifestam de formas diferentes conforme a predisposição individual.
O Desafio da Conscientização
No encerramento do debate, os convidados refletiram sobre a dificuldade de promover mudanças em saúde em um contexto onde a própria formação médica ainda carece de aprofundamento nesses temas. Para eles, avançar passa por educar profissionais e pacientes sobre o autocuidado e o controle do ambiente.
“A maior parte das vezes, essas doenças poderiam ser controladas controlando-se o ambiente”, concluiu a especialista.
Assista ao corte completo do episódio do Deusa Cast, disponível nos canais do Portal Sechat, e aprofunde essa discussão essencial sobre prevenção, sistema endocanabinoide e saúde integrativa:



