Saúde

Autorização judicial garante tratamento de criança com epilepsia refratária no Rio Grande do Norte

Justiça determina que plano de saúde custeie tratamento com canabidiol (CBD)

Autorização judicial garante tratamento de criança com epilepsia refratária no Rio Grande do Norte
Autorização judicial garante tratamento de criança com epilepsia refratária no Rio Grande do Norte

A decisão da Justiça do Rio Grande do Norte reverberou esperança e alívio para uma família em Parnamirim, na Grande Natal, que enfrentava uma batalha contra a epilepsia refratária de seu filho. Com a resistência aos tratamentos convencionais, a criança chegava a experimentar 100 crises diárias, até que o canabidiol se revelou como um raio de esperança.

 

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Óleo de canabidiol (CBD) | Foto: Freepik

Segundo relatos da responsável pela criança ao G1, a mudança após a introdução do canabidiol foi notável, as crises, que antes eram uma constante angustiante, foram reduzidas para uma média de três por dia, e sem sintomas associados. Mais do que isso, o tratamento trouxe melhorias significativas no equilíbrio, comportamento e comunicação da criança, além de refletir positivamente nos resultados do eletroencefalograma.

A decisão unânime dos desembargadores da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RN é um marco na busca por tratamentos alternativos para condições médicas desafiadoras. O plano de saúde agora está obrigado a custear o canabidiol de 50 mg/ml conforme prescrito pelo médico responsável, com um prazo de 15 dias para cumprir a sentença, sob pena de multa diária de R$ 500.

Ainda que a idade da criança não tenha sido divulgada, a gravidade de sua condição foi evidenciada pela necessidade urgente e inegável desse tratamento. A investigação genética em andamento visa confirmar as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, que são conhecidas por desafiar os métodos tradicionais de controle da epilepsia.

A decisão judicial não apenas se baseou na situação específica da criança, mas também considerou precedentes legais e médicos. A jurisprudência do TJRN, respaldou a aprovação do uso do canabidiol para casos refratários de epilepsia, como os das síndromes mencionadas, assim como no Complexo de Esclerose Tuberosa.

Além do alívio imediato que o tratamento proporciona, a sentença também levou em conta os riscos associados à não continuidade do uso do canabidiol, como complicações neurológicas graves ou até mesmo morte súbita.