Política Internacional

Produtos comestíveis de cannabis: novas exigências dividem reguladores e empresas nos EUA

Novas exigências para embalagens de produtos comestíveis de cannabis medicinal entram em vigor em novembro nos Estados Unidos

Produtos comestíveis de cannabis: novas exigências dividem reguladores e empresas nos EUA
Operadores afirmam que a legislação é ampla, subjetiva e pode impactar grande parte dos produtos atualmente comercializados | CanvaPro

Mudanças na regulamentação de produtos comestíveis de cannabis medicinal em Oklahoma têm gerado incertezas entre empresas e pacientes. A poucos meses da entrada em vigor das novas exigências para embalagens, operadores afirmam que a legislação traz critérios considerados subjetivos, o que pode dificultar sua aplicação e adaptação pelo mercado.

Segundo o site MJBizDaily, as regras passam a valer em 1º de novembro e proíbem embalagens e rótulos que possam ser considerados atrativos para crianças.

Novas exigências para embalagens

A legislação determina que os produtos comestíveis de cannabis não poderão utilizar imagens, palavras ou formatos que remetam ao universo infantil, incluindo personagens, pessoas, animais ou qualquer semelhança com doces tradicionais. O descumprimento das regras poderá resultar em multa de US$ 500 por produto, além da retirada dos itens do mercado.

A medida busca reduzir o risco de ingestão acidental por crianças, preocupação que vem motivando mudanças regulatórias em diferentes estados norte-americanos.

Mercado pede mais clareza

Durante reunião do Conselho Consultivo da Oklahoma Medical Marijuana Authority (OMMA), representantes do setor afirmaram que a redação da norma abre espaço para diferentes interpretações pelos fiscais.

A paciente Nancy Wallace afirmou, em entrevista ao MJBizDaily: "Basicamente, eles estão dizendo que os produtos comestíveis de cannabis não podem ter a aparência de nada que as pessoas já tenham comido".

Já John Koumbis, proprietário da JKJ Processing, declarou que a subjetividade da norma pode gerar insegurança para os fabricantes. "Um fiscal da OMMA pode dizer que sua embalagem está adequada. Outro pode dizer que não considera a embalagem apropriada", disse ao portal.

Segundo o MJBizDaily, empresários defendem a criação de um sistema de aprovação prévia das embalagens pela OMMA antes da comercialização dos produtos. A presidente da agência, Adria Berry, informou que esse modelo já é adotado em outros estados, mas sua implementação em Oklahoma dependeria de mudanças na legislação estadual.

Fonte: MJBizDaily