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Cannabis Connection 2026: negócios e oportunidades no Brasil

Faltam pouco mais de 48 horas para o Cannabis Connection 2026. Veja os debates sobre negócios, regulação e oportunidades no mercado de cannabis. Saiba mais!

Cannabis Connection 2026: negócios e oportunidades no Brasil
Cannabis Connection 2026 reúne empresários, investidores e especialistas para discutir os rumos e as oportunidades do mercado de cannabis no Brasil.

Cannabis Connection 2026 debate negócios e oportunidades

  • O Cannabis Connection 2026 acontece em 5 de novembro, em São Paulo. O encontro reúne empresários e especialistas para discutir regulação, produção nacional, mercado farmacêutico, investimentos e oportunidades no setor de cannabis.

O mercado brasileiro de cannabis está diante de uma nova etapa. O crescimento da demanda, as mudanças regulatórias e as discussões sobre o desenvolvimento de uma cadeia produtiva nacional abrem oportunidades, mas também colocam novos desafios para empresas que pretendem investir, ampliar operações ou ingressar nesse segmento.

É nesse cenário que acontece, nesta quinta-feira (5), o Cannabis Connection 2026. Faltam 48 horas para a quarta edição do encontro promovido pela Sechat, que reunirá empresários, investidores, executivos, pesquisadores e representantes de instituições estratégicas para discutir os caminhos do mercado de cannabis medicinal e cânhamo industrial no Brasil.

Mais do que acompanhar as mudanças do setor, o empreendedor precisa compreender como elas podem afetar seus negócios. Qual será o espaço para a produção nacional? Como as novas regras sanitárias podem influenciar os investimentos? O crescimento da demanda está sendo acompanhado pela ampliação da oferta? E quais oportunidades podem surgir da aproximação entre indústria, agronegócio, varejo e mercado farmacêutico?

Essas questões atravessam diferentes debates da programação e refletem um momento em que informação, conhecimento técnico e relacionamento empresarial ganham importância para a tomada de decisões.

Crescimento do mercado exige decisões mais estratégicas

Os números ajudam a dimensionar o movimento do setor. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 114.708 solicitações de importação de produtos à base de cannabis, segundo levantamento baseado em dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O volume representa crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 51,2% na comparação com 2024.

O indicador mostra a expansão de um dos canais de acesso à cannabis medicinal, mas também levanta questões sobre a estrutura do mercado, o comportamento da demanda e as possibilidades de desenvolvimento de outros modelos de fornecimento.

É justamente essa leitura que estará entre os temas apresentados por Allan Paiotti, CEO da Cannect, que levará ao Cannabis Connection dados relacionados à RDC 660/2022, responsável por disciplinar a importação excepcional de produtos derivados de cannabis por pessoas físicas para uso próprio.

Para empresas que atuam ou pretendem ingressar no segmento, compreender esses indicadores é importante para avaliar o tamanho dos diferentes mercados, identificar oportunidades e entender os limites de cada modalidade de acesso.

Produzir no Brasil será suficiente para competir?

Outra discussão relevante para o empreendedor está na construção de uma cadeia produtiva nacional.

Com as novas disposições regulatórias para pesquisa e cultivo de cannabis com finalidades medicinais e farmacêuticas, o país passa a discutir não apenas a possibilidade de produzir, mas também as condições necessárias para desenvolver uma atividade economicamente competitiva.

Genética, disponibilidade de sementes e mudas, pesquisa agropecuária, padronização da matéria-prima e custos de produção estão entre os fatores que podem determinar a viabilidade dos projetos.

A pesquisadora Beatriz Marti Emygdio, da Embrapa, resumiu o desafio em uma declaração que ajuda a dimensionar a discussão: “Não basta regular o cultivo, é preciso regular para competir”.

A frase coloca em perspectiva uma questão central para investidores e empreendedores: a existência de autorização regulatória não garante, por si só, competitividade comercial.

O tema também contará com a participação de Edmar Martinez, executivo responsável pela operação da Advanced Nutrients na América do Sul, que estará em uma mesa dedicada ao agronegócio e às oportunidades de desenvolvimento da cadeia produtiva.

Ao convidar o público para o encontro, Martinez destacou a importância da troca de experiências e da aproximação entre profissionais do setor.

“A gente vai estar na Cannabis Connection participando de uma roda de conversa incrível com grandes especialistas do setor. Vai ser uma ótima oportunidade pra gente fazer novas conexões, conhecer novas pessoas e trocar experiências. Conto com a sua presença”, afirmou.

Regulação e indústria: compreender as regras para avaliar oportunidades

O ambiente regulatório também ocupa espaço importante nas decisões empresariais.

As mudanças nas normas sanitárias relacionadas aos produtos de cannabis, especialmente a RDC 1.015/2026, colocam em pauta questões que envolvem fabricação, pesquisa, desenvolvimento de produtos e organização da cadeia farmacêutica.

Para Carolina Sellani, responsável pelo Grupo de Trabalho de Insumos de Cannabis da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIFI), o momento exige discussões fundamentadas e participação técnica.

“A gente teve a oportunidade de ouvir com quem tá fazendo a regulamentação e discutir sobre pesquisa, sobre a revisão da norma de produtos de cannabis, sobre cultivo...”, afirmou Sellani ao comentar a importância desse diálogo.

A representante da indústria também chamou atenção para o momento vivido pelo setor: “[Estamos] vivendo hoje um momento que é decisivo para que esses temas avancem de uma maneira importante, relevante, técnica”.

A participação de representantes da Anvisa, da ABIQUIFI e de outros segmentos da cadeia permite aproximar diferentes perspectivas sobre os efeitos das regras no desenvolvimento do mercado.

Para o empreendedor, acompanhar essas discussões significa compreender melhor as exigências para operar, os caminhos possíveis para novos projetos e os fatores que podem influenciar a segurança jurídica e a viabilidade dos investimentos.

O varejo farmacêutico e o desafio de transformar acesso em disponibilidade

O crescimento do mercado também depende da capacidade de conectar os produtos aos pacientes.

Esse é o ponto de vista que será apresentado por Milena Rocha, líder da vertical de Medicamentos de Prescrição do Grupo DPSP, responsável pelas redes Drogarias São Paulo e Drogarias Pacheco.

A executiva pretende discutir o papel do varejo farmacêutico na ampliação do acesso à cannabis medicinal e os desafios para integrar prescrição, distribuição e dispensação.

Em convite ao evento, Milena destacou uma questão que considera fundamental para o segmento:

“Mas, olhando para a perspectiva do varejo farmacêutico, tem um tema ainda que eu considero muito importante. Como transformar esse acesso em disponibilidade para o nosso paciente?”, questionou.

A reflexão amplia o debate para além da fabricação e da comercialização dos produtos. A presença do varejo na cadeia também envolve estratégias de distribuição, relacionamento com profissionais de saúde, disponibilidade de produtos e atendimento às necessidades dos consumidores.

Para empresas que atuam na indústria e na distribuição, compreender a perspectiva das redes farmacêuticas pode ajudar a identificar gargalos e possibilidades de integração comercial.

Informação e conexões também fazem parte da estratégia empresarial

Em um mercado que passa por transformações, acompanhar as informações é apenas uma parte do processo. A capacidade de interpretar cenários, trocar experiências e estabelecer relações com outros agentes também pode influenciar as decisões de negócio.

Leonardo Navarro, diretor do Instituto de Conexão e Regulação (ICR), destacou a importância de encontros que aproximam públicos com diferentes níveis de experiência no setor.

“Para quem não conhecia nada sobre o tema e queria se informar, com certeza saiu daqui com uma visão bastante ampla”, afirmou.

Para quem já atua no mercado, a contribuição também está na compreensão dos próximos passos da indústria. “E para quem já era do mercado e queria entender quais os rumos, também, o encontro de hoje foi essencial”, acrescentou.

Essa diversidade de experiências ajuda a explicar a proposta do Cannabis Connection: reunir diferentes elos da cadeia para discutir questões que dificilmente podem ser compreendidas a partir de uma única perspectiva.

Além dos painéis e apresentações, o encontro terá momentos de relacionamento profissional e networking, aproximando empresários, investidores, fornecedores e representantes de instituições.

Faltam 48 horas para o Cannabis Connection 2026

Com representantes do agronegócio, da indústria farmacêutica, do varejo, da pesquisa e da regulação, o Cannabis Connection 2026 pretende colocar em discussão questões que influenciam diretamente o ambiente de negócios da cannabis no Brasil.

Para o empreendedor canábico, acompanhar essas transformações pode ser importante para avaliar oportunidades, compreender riscos, estabelecer parcerias e planejar os próximos passos de sua atuação.

O encontro será realizado nesta quinta-feira, 5 de novembro, a partir das 14h, no Edifício JK 1600, em São Paulo.

O próximo capítulo do mercado será construído a partir de decisões, investimentos e conexões entre os diferentes agentes da cadeia. E participar dessas conversas é uma oportunidade de acompanhar de perto os caminhos que estão sendo discutidos para o setor.

Cannabis Connection 2026

Data: 5 de novembro de 2026
Horário: a partir das 14h
Local: Edifício JK 1600 – Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1600, São Paulo (SP).

Programação e inscrições: https://cannabisconnection.com.br/