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Cannabis medicinal: fornecedores dos EUA representam 72% da oferta mapeada no Brasil

Descubra como regras sanitárias e custos do CBD afetam o setor. Saiba tudo sobre o futuro da cannabis medicinal no Cannabis Connection 2026.

Cannabis medicinal: fornecedores dos EUA representam 72% da oferta mapeada no Brasil
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Cannabis medicinal: fornecedores dos EUA representam 72%

  • Levantamento da lista vinculada à RDC 660/2022 identifica mais de 350 marcas e produtos de cannabis medicinal e estima que fornecedores dos Estados Unidos representam cerca de 72% dos fornecedores mapeados.

O custo dos produtos, a estrutura de fornecimento e as regras para atuar no mercado estão entre as questões que ganham importância para empresas interessadas na cannabis medicinal no Brasil. A diversidade de formulações disponíveis para importação individual e as diferenças no custo por miligrama de CBD ajudam a dimensionar parte desse cenário, enquanto a regulação e a infraestrutura das operações comerciais permanecem no centro das decisões de negócio.

Dados de um levantamento da lista de produtos vinculada à RDC 660/2022, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontam mais de 350 marcas e produtos de diferentes regiões do mundo. Já informações do portfólio da Cannect mostram que o custo médio por miligrama de CBD varia conforme a concentração considerada.

Esses recortes não representam, isoladamente, o tamanho ou a dinâmica completa do mercado brasileiro. Em conjunto, porém, ajudam a formular perguntas relevantes para quem atua no setor: como avaliar produtos e fornecedores, compreender os custos e identificar oportunidades dentro das regras aplicáveis?

Essas questões estarão entre os temas do Cannabis Connection 2026, encontro promovido pela Sechat em 5 de novembro, em São Paulo, que reunirá representantes de diferentes áreas para discutir dados, regulação e perspectivas de negócios na cannabis medicinal.

Estar no Cannabis Connection é estar próximo de quem está construindo o futuro do mercado de cannabis medicinal

Fernanda Zago, CEO e cofundadora da WEpayments

Raio X da oferta de produtos de cannabis medicinal

A análise da lista vinculada à RDC 660/2022 indica a predominância de óleos e soluções de uso oral, mas também identifica cápsulas, produtos tópicos e outras apresentações.

Os percentuais abaixo são estimativas da lista analisada, não uma representação da participação de cada categoria no mercado brasileiro como um todo.

IndicadorEstimativa da lista analisada
Marcas e produtosMais de 350
Óleos e gotas de uso oralCerca de 80%
Cápsulas e cápsulas gelatinosasCerca de 12%
Produtos tópicos e transdérmicosCerca de 4%
Formulações especiais e outras apresentaçõesCerca de 4%
Concentrações de CBD informadasDe 300 mg a 24.000 mg
Volume dos frascosDe 10 ml a 120 ml

Além de óleos e gotas, a relação inclui cápsulas, géis, pomadas, sprays, supositórios, formulações com tecnologias como nanoemulsões e produtos que apresentam outros canabinoides, como CBG e CBN.

Para empresas, a diversidade de apresentações representa um ponto de partida para analisar portfólio, fornecedores e posicionamento de produtos. A concentração de CBD, no entanto, não deve ser utilizada isoladamente para comparar preços finais, qualidade ou resultados clínicos: são necessárias informações adicionais sobre composição, apresentação e características de cada produto.

Custo por miligrama de CBD: o que mostram os dados da Cannect

Os dados fornecidos pela Cannect apresentam a média do custo por miligrama de CBD em seu portfólio para três concentrações. Os valores indicam uma redução do custo médio por miligrama conforme aumenta a concentração considerada.

Concentração de CBDCusto médio por mg informado
1.500 mgR$ 0,20833
3.000 mgR$ 0,14167
6.000 mgR$ 0,09734

Fonte: dados fornecidos pela Cannect, referentes à média do custo por miligrama de CBD em seu portfólio.

Na comparação apresentada, o custo médio por miligrama na concentração de 6.000 mg é aproximadamente 53% menor que o informado para a concentração de 1.500 mg. O cálculo considera exclusivamente os valores fornecidos pela empresa.

A comparação não significa que o produto de maior concentração tenha necessariamente o menor preço final ou seja a opção mais adequada em todas as situações. O custo por miligrama é um indicador específico e precisa ser analisado junto a outras características, como volume, composição, apresentação e preço total.

Os dados também não devem ser interpretados como uma média de preços de todo o mercado brasileiro. Eles se referem ao portfólio da Cannect e oferecem um recorte para discutir a formação de custos em uma categoria com diferentes concentrações e apresentações.

Para os negócios, compreender essas diferenças é relevante tanto na avaliação de portfólio quanto na análise de posicionamento comercial. A comparação de custos, contudo, é apenas uma parte da equação: as condições de importação, as exigências sanitárias e as regras de comercialização também influenciam as possibilidades de atuação das empresas.

Fornecedores internacionais ampliam a dimensão da cadeia

A distribuição geográfica estimada dos fornecedores identificados na lista analisada aponta predominância de empresas dos Estados Unidos, seguidas por fornecedores da América Latina e da Europa.

Região de origem dos fornecedoresParticipação estimada
Estados UnidosCerca de 72%
América LatinaCerca de 14%
EuropaCerca de 11%
Ásia, África e OceaniaCerca de 3%

Entre as empresas citadas na relação estão Neurogan, Charlotte’s Web, Green Roads, CBDfx e CV Sciences, dos Estados Unidos; Levendis SAS, Netcann Pharma e Fotmer, do Uruguai; e empresas colombianas como Clever Leaves e Avicanna. A lista também inclui fornecedores europeus, israelenses, australianos e africanos.

Os percentuais são estimativas referentes à lista examinada, não dados de participação de mercado, faturamento ou volume efetivamente importado por país. A presença de uma marca na relação tampouco demonstra que ela detenha participação comercial equivalente no Brasil.

Ainda assim, o recorte evidencia a dimensão internacional dos fornecedores que aparecem no mecanismo de importação individual. Para as empresas brasileiras, esse cenário coloca em pauta a organização da cadeia de abastecimento, as relações comerciais e a estrutura necessária para viabilizar operações entre diferentes mercados.

Regulação: entender a modalidade de acesso é fundamental

A lista associada à RDC 660/2022 está vinculada ao procedimento de importação excepcional por pessoa física para tratamento da própria saúde, mediante prescrição de profissional habilitado e cadastro na Anvisa.

Esse mecanismo não equivale a um registro sanitário de produto nem a uma autorização geral para comercialização no Brasil. Por isso, a diversidade de marcas e apresentações identificadas nessa lista não deve ser confundida com o conjunto de produtos autorizados para venda em farmácias e drogarias.

Em 2026, a Anvisa também atualizou o marco regulatório dos produtos de cannabis para uso medicinal humano com a RDC 1.015/2026, que substituiu a RDC 327/2019 e entrou em vigor em 4 de maio.

Para empresas que avaliam oportunidades no segmento, compreender as diferenças entre as modalidades de acesso e as exigências aplicáveis a cada atividade é parte da análise de viabilidade. A identificação de uma demanda ou de um produto não é suficiente, por si só, para definir como uma operação pode ser estruturada.

A regulação, portanto, não é apenas um tema jurídico: ela integra as decisões sobre portfólio, fornecimento, fabricação, importação e comercialização.

Pagamentos e operações também fazem parte da cadeia de negócios

Além dos produtos e das regras sanitárias, o desenvolvimento do mercado envolve a infraestrutura necessária para conectar empresas e viabilizar suas operações. Os meios de pagamento são parte dessa discussão, especialmente em uma cadeia com relações comerciais nacionais e internacionais.

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Fernanda Zago, CEO e cofundadora da WEpayments - empresa patrocinadora prata do Cannabis Connection 2026

Essa é uma das perspectivas levadas pela WEpayments ao Cannabis Connection 2026. Fernanda Zago, CEO e cofundadora da empresa, destaca a oportunidade de compreender as necessidades das companhias que atuam no setor.

“Para a WEpayments, é uma oportunidade valiosa de compreender as necessidades do setor e reforçar o papel estratégico dos meios de pagamento na conexão entre empresas, na viabilização das operações nacionais e internacionais e no crescimento sustentável do mercado de cannabis medicinal”, afirma Zago.

A executiva também relaciona a participação no encontro à aproximação com empresas e profissionais que acompanham a evolução do mercado.

“Estar no Cannabis Connection é estar próximo de quem está construindo o futuro do mercado de cannabis medicinal, entendendo seus desafios e conectando oportunidades a soluções de pagamentos que viabilizam o crescimento do setor no Brasil e internacionalmente”, pontua.

A discussão amplia o olhar sobre os negócios para além da oferta de produtos. Em um segmento que envolve fornecedores internacionais e diferentes exigências regulatórias, compreender as necessidades operacionais das empresas também faz parte da construção de estratégias de crescimento.

Cannabis Connection 2026 reúne diferentes perspectivas do mercado

Os dados sobre formulações, custos e origem dos fornecedores ajudam a dimensionar aspectos da cadeia, mas não respondem sozinhos às questões que orientam as decisões empresariais. Para avaliar oportunidades, é necessário relacionar essas informações à regulação, à dinâmica comercial e às condições necessárias para operar no setor.

O Cannabis Connection 2026 será realizado em 5 de novembro, a partir das 14h, no Edifício JK 1600, no Itaim Bibi, em São Paulo. Promovido pela Sechat, o encontro chega à quarta edição com a proposta de reunir profissionais e empresas para discutir dados, regulação e perspectivas de negócios na cannabis medicinal.

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Entre os participantes confirmados estão Allan Paiotti, CEO da Cannect; Ana Cecília Carvalho, especialista da Anvisa em regulação de medicamentos e fitoterápicos; Beatriz Marti Emygdio, pesquisadora da Embrapa; Carolina Sellani, do grupo de trabalho de insumos da ABIQUIFI; Bianca Aparecida Lamim, da Close-Up Market Insights; Leandro Luize, do Panorama Farmacêutico; Leonardo Navarro, do ICR; Bruno Pegoraro, do Instituto Ficus; e Edmar Martinez, da Advanced Nutrients.

A programação conta ainda com Daniel Jordão, CEO da Sechat, e o Dr. Pedro Pierro, diretor científico da plataforma. A presença de profissionais de diferentes áreas permite colocar em discussão perspectivas que atravessam a cadeia, da regulação e pesquisa ao mercado e às operações empresariais.

Para empresários que já atuam com cannabis medicinal, profissionais que acompanham as mudanças regulatórias e empreendedores que avaliam entrar nesse mercado, o encontro oferece uma oportunidade de aprofundar a compreensão sobre os desafios e as possibilidades do setor.

Como transformar a evolução do mercado em decisões de negócio mais bem fundamentadas? Essa é uma das questões que conectam os dados sobre produtos e custos às discussões sobre regulação, fornecimento e infraestrutura empresarial.

O Cannabis Connection 2026 será uma oportunidade para acompanhar esse debate de perto, trocar perspectivas com profissionais do setor e discutir os caminhos de desenvolvimento do mercado brasileiro.

Garanta sua vaga: https://cannabisconnection.com.br/