Cotidiano

Cannabis medicinal: HC na mira da polícia; e as associações?

Entenda as investigações de Cannabis medicinal: HC em SP e saiba como atuar com segurança jurídica. Assista ao Deusa Cast e fique por dentro das regras!

Cannabis medicinal: HC na mira da polícia; e as associações?
Operações em São Paulo intensificam a fiscalização sobre o uso de habeas corpus para o cultivo de cánhamo medicinal no estado. (Imagem Polícia Cilvil reproduzida pelo Fantástico da TV Globo)
A segurança jurídica do setor de cannabis medicinal no Brasil enfrenta um momento crítico. Uma recente operação da Polícia Civil de São Paulo — detalhada em ampla reportagem pelo programa Fantástico (G1) — colocou sob escrutínio a forma como autorizações judiciais para o cultivo estão sendo utilizadas, segundo a Polícia Civil. 

 

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As investigações abriram um debate urgente sobre os limites legais e o papel das associações de pacientes frente à fiscalização rigorosa do Estado.


 

Os detalhes do caso investigado pelo Fantástico

De acordo com as apurações da Polícia Civil e do Fantástico, as autoridades investigam se HAbeas Corpus (HC) preventivos concedidos para o cultivo doméstico de cannabis medicinal teriam sido desviados para a comercialização ilegal de drogas.


 

  • O cenário em São Paulo: Desde 2021, o estado registrou a concessão de 2.469 habeas corpus preventivos. Em operações recentes realizadas na região de São José do Rio Preto, por exemplo, a polícia fiscalizou o cumprimento das determinações judiciais por beneficiários da medida.


     

  • Alvos da investigação: A investigação policial recaiu sobre nomes como João Gabriel Mazzucatto Costa (que se apresentava nas redes sociais como "Ben Grower" e possuía autorização judicial sob alegação de tratamento para ansiedade, fobia social e dores lombares) e Thomás Masteguin.


     

  • O argumento policial: Durante buscas nas residências, os agentes apreenderam estufas e sacos com flores secas de maconha armazenadas. A acusação aponta que não foram encontrados elementos robustos que comprovassem a fabricação de óleo medicinal (in loco), e mensagens encontradas indicariam a comercialização de produtos sem respaldo legal, resultando no indiciamento dos envolvidos por tráfico de drogas.


     

  • Contraponto da defesa: A advogada dos investigados, Vergínia Freitas, contestou veementemente a interpretação policial. Segundo a defesa, os HCs preventivos jamais foram descumpridos, a quantidade cultivada respeitava os limites das decisões judiciais e os investigados não tiveram, até o momento, a oportunidade adequada para o contraditório e ampla defesa nos autos.


     

Nomes históricos do ecossistema canábico brasileiro, como Margarete Brito (pioneira na obtenção de autorização judicial para o tratamento da filha) e especialistas jurídicos, reforçaram ao Fantástico a necessidade urgente de separar o uso medicinal legítimo dos eventuais desvios de finalidade. Para especialistas, o uso irregular de salvo-condutos prejudica severamente a reputação de milhares de pacientes e associações idôneas que dependem exclusivamente da via judicial para ter acesso à saúde.


 

Como atuar de forma correta e segura: Dica do Deusa Cast

Com o cerco se fechando sobre fraudes e o avanço de novas normas federais — como o Sandbox Regulatório da Anvisa e a recente Resolução RDC 1013 —, o mercado associativo e empresarial exige governança rígida, rastreabilidade e blindagem jurídica.


 

Para orientar gestores, pacientes e empreendedores a navegarem por esse cenário sem riscos, o Deusa Cast (podcast oficial da Sechat) trouxe um episódio imperdível com a participação da advogada especialista em Direito Canábico Carla Coutinho.
 
 
 
 

 
No episódio, são debatidos pontos vitais para a atuação segura no setor:


 

  1. Regras do Sandbox Regulatório: O que muda com o experimento da Anvisa para as associações de pacientes e quais são os critérios (como os dois anos mínimos de existência) para integrar ou acompanhar o processo.


     

  2. Desobediência civil vs. HC preventivo: Os riscos de operar sem respaldo técnico, a estrutura médica ideal (laudos observacionais robustos) e a importância de manter a governança longe de confusões patrimoniais entre CNPJs.


     

  3. Transporte e circulação: As regras e cuidados fundamentais para o transporte seguro de fitoterápicos e flores dentro do território nacional e em viagens internacionais.