Projeto com participação do HC da USP e Santa Casa de SP investiga impactos da cannabis medicinal em 2.500 pacientes
Projeto coordenado pela Cannect, com participação de pesquisador do HC da USP e da Santa Casa de São Paulo, reúne dados de 2.500 pacientes para ampliar evidências sobre os impactos da cannabis medicinal na saúde humana
Publicada em 04/03/2026

HC da USP e Santa Casa participam de estudo sobre cannabis medicinal na América Latina | CanvaPro
Entre corredores históricos do Hospital das Clínicas da USP e da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, dois dos mais tradicionais centros de atendimento e pesquisa do país, nasce um projeto que pretende ampliar o entendimento científico sobre a cannabis medicinal no Brasil. A Cannect lançou o maior estudo da América Latina sobre os impactos da cannabis na saúde humana, reunindo dados reais de 2.500 pacientes acompanhados entre 2022 e 2025. A proposta é transformar a experiência clínica cotidiana em evidência estruturada, com potencial de impacto nacional e internacional.
Cannabis medicinal: pesquisa com 2.500 pacientes no HC da USP e na Santa Casa
Coordenado pelo diretor médico, Rafael Pessoa, com participação do pesquisador Renato Anghinah, vinculado ao HC da USP e à Santa Casa, o estudo tem formato “guarda-chuva”, foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e já conta com cerca de 40 subprojetos estruturados.
“Estamos diante de uma oportunidade histórica de compreender, com base científica sólida, aquilo que já observamos no dia a dia com nossos pacientes: a cannabis medicinal pode trazer benefícios concretos em diferentes condições clínicas. Com esse estudo, o Brasil se coloca na vanguarda da produção de conhecimento sobre o tema”, afirma o diretor médico da Cannect.
Estudo de mundo real amplia evidências científicas sobre cannabis no Brasil
Com metodologia baseada em estudos de mundo real, a pesquisa pretende descrever perfis clínicos, avaliar a efetividade de diferentes formulações, incluindo distintas proporções de THC e CBD, monitorar eventos adversos em uso prolongado e mensurar impactos na qualidade de vida.
Segundo a empresa, os resultados deverão subsidiar tanto a prática médica quanto a formulação de políticas públicas, contribuindo para reduzir a lacuna de evidências em cenários reais de tratamento.
Com informações da assessoria.

