Projeto com participação do HC da USP e Santa Casa de SP investiga impactos da cannabis medicinal em 2.500 pacientes
Projeto coordenado pela Cannect, com participação de pesquisador do HC da USP e da Santa Casa de São Paulo, reúne dados de 2.500 pacientes para ampliar evidências sobre os impactos da cannabis medicinal na saúde humana

Entre corredores históricos do Hospital das Clínicas da USP e da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, dois dos mais tradicionais centros de atendimento e pesquisa do país, nasce um projeto que pretende ampliar o entendimento científico sobre a cannabis medicinal no Brasil. A Cannect lançou o maior estudo da América Latina sobre os impactos da cannabis na saúde humana, reunindo dados reais de 2.500 pacientes acompanhados entre 2022 e 2025. A proposta é transformar a experiência clínica cotidiana em evidência estruturada, com potencial de impacto nacional e internacional.
Cannabis medicinal: pesquisa com 2.500 pacientes no HC da USP e na Santa Casa
Coordenado pelo diretor médico, Rafael Pessoa, com participação do pesquisador Renato Anghinah, vinculado ao HC da USP e à Santa Casa, o estudo tem formato “guarda-chuva”, foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e já conta com cerca de 40 subprojetos estruturados.
“Estamos diante de uma oportunidade histórica de compreender, com base científica sólida, aquilo que já observamos no dia a dia com nossos pacientes: a cannabis medicinal pode trazer benefícios concretos em diferentes condições clínicas. Com esse estudo, o Brasil se coloca na vanguarda da produção de conhecimento sobre o tema”, afirma o diretor médico da Cannect.
Estudo de mundo real amplia evidências científicas sobre cannabis no Brasil
Com metodologia baseada em estudos de mundo real, a pesquisa pretende descrever perfis clínicos, avaliar a efetividade de diferentes formulações, incluindo distintas proporções de THC e CBD, monitorar eventos adversos em uso prolongado e mensurar impactos na qualidade de vida.
Segundo a empresa, os resultados deverão subsidiar tanto a prática médica quanto a formulação de políticas públicas, contribuindo para reduzir a lacuna de evidências em cenários reais de tratamento.
Com informações da assessoria.
