CBCM 2026 premia pesquisas de destaque em cannabis medicinal

Estudos sobre interação medicamentosa, saúde mental e medicina veterinária lideram ranking científico

Publicada em 11/06/2026

CBCM 2026 premia pesquisas de destaque em cannabis medicinal
CBCM 2026 premia pesquisas que avançam o uso da cannabis na medicina, com destaque para estudos sobre interação medicamentosa, saúde mental e aplicações veterinárias.

O Congresso Brasileiro de Cannabis Medicinal (CBCM) 2026 anunciou os trabalhos científicos vencedores de sua premiação, destacando pesquisas que reforçam o avanço da cannabis como área multidisciplinar no Brasil. Os estudos premiados abordam temas estratégicos como interação fármaco-cannabis, aplicações em saúde mental e uso veterinário.

 

Entre os destaques da premiação, o ranking final ficou definido da seguinte forma:

 

1º lugar — QUIMFARMA
“Interação fármaco-cannabis: Inibição do metabolismo hepático do midazolam mediado pelo citocromo P450 (CYP3A) em ratos Wistar”
Mariana Alves Souza; Marília Martins Oliveira de Moura; Flávio Martins de Oliveira; Israel José Pereira Garcia; Whocely Victor de Castro.

 

2º lugar — MEDCAN
“Beta-Cariofileno como Antipsicótico: Reversão de Comportamentos Esquizofrênicos Induzidos por Cetamina e Interação com Receptores Canabinoides”
Dino César da Silva Clemente; David Freitas de Lucena; Talita Matias Barbosa Cavalcante; João Victor Souza Oliveira; Raimunda das Candeias; Katia Cilene Ferreira Dias; Maria Francilene de Souza Silva; Danielle Macêdo; Adriano José Maia Chaves Filho; Guilherme Paiva de Araujo Peixoto.

 

3º lugar — VET
“Distribuição Celular e Expressão dos Receptores Canabinoides Tipo 1 e 2 (CB1R e CB2R) na Bexiga Urinária de Gatos”
Rodrigo Zamith Cunha; Augusta Zanoni; Giulia Biondolillo; Chiara Bernardini; Lia Nasi; Chiara Di Placido; Roberto Chiocchetti.

 

O primeiro lugar foi conquistado pelo estudo “Interação fármaco-cannabis: Inibição do metabolismo hepático do midazolam mediado pelo citocromo P450 (CYP3A) em ratos Wistar”, desenvolvido pelo grupo QUIMFARMA. A pesquisa investigou como compostos da cannabis podem interferir no metabolismo hepático de medicamentos, com foco no midazolam, evidenciando o papel do sistema enzimático CYP3A e os possíveis impactos em terapias combinadas.

Na segunda colocação, o destaque foi para o estudo “Beta-Cariofileno como Antipsicótico: Reversão de Comportamentos Esquizofrênicos Induzidos por Cetamina e Interação com Receptores Canabinoides”, conduzido pelo grupo MEDCAN. A pesquisa apontou o potencial do beta-cariofileno — um terpeno presente na cannabis — como agente antipsicótico, com resultados que indicam reversão de comportamentos associados à esquizofrenia em modelos experimentais.

Já o terceiro lugar ficou com o estudo “Distribuição Celular e Expressão dos Receptores Canabinoides Tipo 1 e 2 (CB1R e CB2R) na Bexiga Urinária de Gatos”, da área veterinária. O trabalho investigou a presença desses receptores em felinos, contribuindo para o entendimento do uso de canabinoides em tratamentos veterinários, especialmente em condições do trato urinário.

Os trabalhos foram avaliados por uma banca especializada composta por Alethéia Pablos, diretora de Odontologia da APMC e docente de Endocanabinologia; Ana Tarina Alvarez Lopes, especialista em Projetos em Saúde e Cannabis no A.C.Camargo Cancer Center; Margarete Akemi Kishi, farmacêutica, professora e pesquisadora da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Erik Amazonas, Rodrigo Zamith Cunha, Kátia Ferraro, Bruno Perozzo, médicos-veterinários e pesquisador em Cannabis Veterinária e Medicina Equina; Beatriz Marti Emygdio, pesquisadora da Embrapa e presidente do Comitê Permanente de Cannabis; além do médico e presidente da APMC (Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide), José Wilson, que também integrou a comissão avaliadora.