Exportação de cannabis dispara em Portugal em 2026
Exportação de cannabis de Portugal chegou a 66,3 toneladas no primeiro semestre de 2026, com Alemanha, Espanha e Dinamarca entre os principais destinos. Veja!

Portugal atravessa uma nova fase na indústria medicinal. A Exportação de cannabis chegou a 66.305 quilos nos primeiros seis meses de 2026, volume que representa 83% de tudo o que o país exportou durante 2025. Os dados são do regulador português Infarmed e foram divulgados pelo veículo especializado Cáñamo.
O número impressiona não apenas pelo peso, mas pelo que ele revela: por trás de toneladas que atravessam fronteiras existe uma cadeia produtiva que cresce, ganha escala e passa a ocupar um espaço cada vez maior no mercado europeu de cannabis medicinal.
Portugal amplia a Exportação de cannabis
A evolução portuguesa chama atenção. Segundo os dados do Infarmed, o país exportou 9.271 quilos de cannabis medicinal em 2022. Em 2023, foram 11.973 quilos. O volume chegou a 31.188 quilos em 2024 e saltou para 79.883 quilos em 2025.
Agora, apenas no primeiro semestre de 2026, Portugal já alcançou 66.305 quilos.
Na avaliação do Infarmed, o cenário representa uma fase de “escala industrial e expansão internacional”, impulsionada pelo aumento da capacidade produtiva, pela abertura de novos mercados e por contratos de exportação maiores.
O avanço ajuda a explicar por que a Exportação de cannabis portuguesa ganhou relevância dentro da cadeia medicinal europeia.
Alemanha lidera os destinos da cannabis portuguesa
Entre janeiro e junho de 2026, a Alemanha foi o principal destino da produção portuguesa, com 37.442 quilos recebidos.
A Espanha apareceu em segundo lugar, com 11.386 quilos, seguida pela Dinamarca, que recebeu 8.968 quilos.
O crescimento das compras espanholas merece atenção. Durante todo o ano de 2025, a Espanha havia recebido 5.303 quilos de cannabis medicinal de Portugal. Em apenas seis meses de 2026, o volume já foi mais que o dobro.
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A expansão da Exportação de cannabis também acontece em um momento de maior estruturação regulatória e empresarial.
Em 2 de junho de 2026, o Infarmed contabilizava 43 entidades jurídicas autorizadas, além de 27 autorizações válidas para cultivo e 38 para atividades de importação e exportação.
Exportação de cannabis cresce mais que mercado interno
Enquanto a Exportação de cannabis avança em ritmo acelerado, o mercado terapêutico português apresenta uma dimensão bem menor.
No primeiro semestre de 2026, foram registradas 5.413 prescrições de preparados e substâncias à base de cannabis em Portugal. Durante todo o ano de 2025, foram 7.023 prescrições.
O país também contava com 16 autorizações de comercialização vigentes e não registrou novas aprovações durante os primeiros seis meses deste ano.
Essa diferença entre produção voltada ao mercado externo e utilização dentro do próprio país não significa, por si só, que a exportação esteja prejudicando o acesso dos pacientes portugueses.
Mas os números mostram uma realidade importante: a dimensão internacional da indústria cresce em velocidade muito superior ao mercado doméstico.
É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre toneladas, contratos e mercados. Quando a cannabis medicinal se transforma em uma indústria internacional, também crescem os desafios relacionados à qualidade, rastreabilidade e acesso.
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Fiscalização acompanha a expansão do setor
Com o crescimento da Exportação de cannabis, aumenta também a necessidade de fiscalização.
Segundo o Infarmed, foram realizadas 32 inspeções até o período analisado. As ações incluíram a verificação de registros, rastreabilidade e qualificação de clientes e fornecedores.
O reforço ocorre em um contexto no qual autoridades portuguesas também já investigaram empresas do setor por supostas irregularidades, mostrando que o crescimento da indústria exige mecanismos de controle proporcionais à sua dimensão.
A expansão internacional, portanto, não se resume à capacidade de produzir mais.
Ela depende de uma cadeia capaz de garantir padrões regulatórios, acompanhar cada etapa do produto e manter mecanismos de fiscalização enquanto novos mercados são incorporados.
O que os números dizem sobre a Europa?
A trajetória portuguesa ajuda a visualizar uma transformação mais ampla no mercado europeu de cannabis medicinal.
A Exportação de cannabis tornou-se uma frente estratégica para Portugal, que passou de pouco mais de 9 toneladas em 2022 para mais de 66 toneladas já no primeiro semestre de 2026.
A Alemanha aparece como principal destino, enquanto a Espanha demonstra um crescimento expressivo nas compras. A Dinamarca também figura entre os mercados mais relevantes.
Para Portugal, o desafio agora é sustentar essa expansão com controle regulatório e capacidade produtiva, sem deixar de acompanhar o desenvolvimento do próprio mercado medicinal interno.
