Sustentabilidade ganha força em associação canábica de SP
Sustentabilidade passa a fazer parte das embalagens da associação Maria Flor, que adere ao selo eureciclo 100%; saiba como funciona a iniciativa.

Sustentabilidade começa muito antes de uma embalagem chegar à reciclagem. Ela está nas escolhas que fazemos, no cuidado com a terra e também na pergunta que muitas vezes fica para depois: o que acontece com aquilo que sobra quando o produto já cumpriu sua função?
Na cadeia da cannabis, essa conversa ganha mais espaço com uma nova iniciativa no setor associativo.
A Associação Canábica Maria Flor passou a utilizar o selo eureciclo 100% em suas embalagens, ampliando para todo o território nacional uma estratégia de compensação e logística reversa.
A medida se soma a outras práticas de sustentabilidade adotadas pela Associação, como o cultivo agroecológico, o uso de biofertilizantes e a não utilização de agrotóxicos.
Sustentabilidade também está no destino das embalagens
Quando pensamos em sustentabilidade, é comum olhar para o começo da história: de onde vem a matéria-prima, como ela é cultivada e quais recursos são utilizados durante a produção.
Mas existe um depois. E ele também importa.
É nesse ponto que entra a nova iniciativa da Maria Flor. Segundo a Associação, a organização já desenvolvia ações de reciclagem por meio de um núcleo regional. Agora, a parceria com a eureciclo amplia esse trabalho para uma atuação de alcance nacional.
O selo escolhido é o eureciclo 100%. De acordo com a empresa, nessa modalidade o volume equivalente de embalagens colocado no mercado é compensado pela destinação para reciclagem de uma quantidade equivalente do mesmo tipo de material.
Ou seja: a proposta é olhar para a embalagem não apenas como aquilo que protege ou apresenta um produto, mas como parte de uma cadeia que continua depois do consumo.
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Como funciona o selo eureciclo?

A eureciclo atua na conexão entre empresas, centrais de triagem e organizações de catadores, buscando fortalecer a cadeia de reciclagem.
Por meio de uma plataforma própria, a empresa informa que realiza o rastreamento da cadeia e a comprovação da compensação dos materiais.
Na prática, a iniciativa está relacionada à logística reversa, mecanismo que busca promover a destinação adequada de resíduos e seu retorno aos ciclos produtivos sempre que possível.
É uma engrenagem que envolve diferentes pessoas e etapas. E, no meio dela, está o trabalho de quem faz a triagem e a separação dos materiais que podem seguir para a reciclagem.
Sustentabilidade vai além do selo
Para a Maria Flor, o selo não aparece como uma ação isolada. A Associação afirma que a iniciativa se soma a outras escolhas relacionadas à sustentabilidade que já fazem parte de sua forma de produzir.
Entre elas estão:
- cultivo agroecológico;
- respeito aos ciclos da natureza;
- utilização de biofertilizantes;
- não utilização de agrotóxicos;
- ações voltadas à reciclagem.
Essa combinação ajuda a ampliar a conversa sobre sustentabilidade na cannabis para além do cultivo.
A discussão passa a envolver também os materiais utilizados, o descarte, a reciclagem e as pessoas que participam dessa cadeia.
Por que falar de sustentabilidade na cannabis?
A sustentabilidade não termina quando uma planta é cultivada ou quando um produto chega ao consumidor. Ela acompanha toda a trajetória de produção, consumo e descarte.
Por isso, iniciativas de logística reversa ajudam a trazer uma pergunta importante para o cotidiano: como podemos cuidar melhor daquilo que fica depois que o produto cumpre sua função?
No caso da Maria Flor, a adesão ao eureciclo 100% representa, segundo a Associação, a ampliação nacional de um trabalho que já acontecia regionalmente.
Mais do que uma mudança na embalagem, a proposta coloca o olhar sobre o caminho que existe depois dela.
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Uma construção feita de escolhas
Sustentabilidade talvez seja menos sobre uma grande transformação de uma só vez e mais sobre uma sequência de escolhas.
Escolher como cultivar.
Escolher o que utilizar.
Escolher como produzir.
E também escolher pensar no destino daquilo que sobra.
É nessa soma de pequenos caminhos que a Associação Canábica Maria Flor posiciona sua nova iniciativa.
Como afirma a organização, “sustentabilidade não é uma ação isolada”. É uma construção cotidiana que envolve a terra, as pessoas e os materiais que atravessam a nossa vida.
E, quando a conversa é sobre cannabis, olhar para todos esses caminhos também significa ampliar o debate sobre que tipo de cadeia queremos construir daqui para frente.
