THC em baixa dose, combinado a anti-inflamatório, mostra efeitos promissores em estudo sobre Alzheimer

Pesquisa conduzida por universidade dos Estados Unidos observou melhora cognitiva e redução de marcadores da doença em modelos animais a partir da combinação de THC e um medicamento anti-inflamatório

Publicada em 03/02/2026

THC em baixa dose, combinado a anti-inflamatório, mostra efeitos promissores em estudo sobre Alzheimer

Estudo aponta potencial preventivo contra Alzheimer ao combinar THC e anti-inflamatório | CanvaPro

Um novo estudo liderado pela University of Texas Health San Antonio sugere que combinar um ingrediente da cannabis com um medicamento anti-inflamatório pode melhorar indicadores cognitivos ligados ao Alzheimer em modelos animais. 

Segundo o site PR Newswire, a pesquisa foi publicada em dezembro de 2025 na revista Aging and Disease e aponta efeitos promissores da combinação entre THC e celecoxib sobre a função cerebral e sinais da doença.


Combinação de THC e anti-inflamatório altera marcadores da doença


Segundo o site, o experimento foi conduzido em camundongos usando doses baixas de Δ⁹-tetrahidrocanabinol (THC), principal ingrediente psicoativo da cannabis, juntamente com celecoxib, um inibidor seletivo da enzima COX-2 já aprovado para uso clínico em humanos. 

Os pesquisadores observaram que essa combinação não apenas melhorou o desempenho cognitivo dos animais, como também reduziu a presença de placas de beta-amilóide e emaranhados de tau, dois marcadores centrais da doença de Alzheimer, e diminuiu sinais de inflamação no cérebro.


No mesmo estudo, o THC isolado melhorou alguns parâmetros cognitivos, mas também elevou marcadores de inflamação cerebral, o que limita seu uso isolado em condições neurológicas. 

A adição de celecoxib, em doses consideradas baixas em comparação com estudos anteriores, conseguiu bloquear a inflamação associada ao THC enquanto preservava seus efeitos benéficos no funcionamento cerebral dos modelos testados.


Caminho para testes clínicos e próximos passos


De acordo com o site, uma das razões pelas quais os resultados chamam atenção é que tanto o THC quanto o celecoxib são medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), o que pode facilitar futuros estudos clínicos em humanos. 

Os pesquisadores destacam que, embora o estudo tenha sido focado na fase de prevenção ou atraso do início dos sintomas de Alzheimer, estudos futuros vão investigar se essa combinação pode também retardar o avanço da doença ou até reverter déficits cognitivos após o aparecimento dos sintomas.

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