Fibromialgia

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Fonte: Hospital Sírio-Libanês

Fibromialgia é uma síndrome de causas ainda desconhecidas e que pode provocar dores fortes por todo o corpo durante muito tempo ou sensibilidade nas articulações, nos músculos e nos tendões. Isso acontece devido uma alteração da interpretação dos estímulos recebidos pelo cérebro e também pelos receptores cutâneos.

“A fibromialgia (FM) atige de 2 a 10% da população mundial, sendo predominante entre mulheres jovens e de meia idade (20 a 50), em uma proporção de sete mulheres para cada homem. Estes são os dados que temos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade ou gênero”, alerta o doutor Charles Amaral de Oliveira, membro da American Society of Interventiomal Pain Physicians (ASSIP).

Segundo o reumatologista Thiago Bitar, do corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, o que causa a fibromialgia são os estímulos captados e interpretados de uma maneira anômala pelo cérebro, ou seja, um simples abraço ou um aperto de mão mais forte pode desencadear essas dores.

Os sinais mais visíveis de quem possui essa síndrome são: dores generalizadas, espalhadas pelo corpo e articulações, podendo durar meses; fadiga e cansaço durante o dia; sono prejudicado, em alguns casos o paciente apresenta quadros de apneia ou insônia, problemas cognitivos e alteração da memória, transformando uma simples tarefa de atenção ou concentração em algo difícil de ser realizado. Em alguns casos, pode desencadear um fenômeno vascular chamado Raynaud, que causa alteração da cor das mãos e dos pés quando em situações de estresse ou baixas temperaturas.

Maconha medicinal se mostrou eficaz no controle da dor

Fonte: Pebmed

Pesquisadores israelenses associaram o uso da cannabis com redução nas dores corporais e em maiores intervalos em que estas se apresentam. A análise foi realizada com dados de dois centros médicos de Israel especializados no tratamento da fibromialgia. O levantamento foi realizado em 2017 e os resultados foram publicados em agosto de 2018 na edição online do Journal of Clinical Rheumatology.

A pesquisa contou com 26 pacientes de idade média 37,8 anos diagnosticados com fibromialgia há pelo menos 2 anos. Destes, 73% eram mulheres. O grupo respondeu a questionários sobre a doença antes e depois do tratamento com maconha medicinal, que durou por volta de 11 meses. Cada paciente consumiu uma dose média de 8.3 g por mês.

Ao final da pesquisa, 100% dos pacientes relataram melhora nos sintomas da fibromialgia em todos os quesitos que constavam no questionário, principalmente no que se referia à dor. Pelo menos 50% dos participantes reportaram ter parado de tomar a medicação tradicional após o consumo da cannabis. Em relação aos efeitos adversos, 30% sentiu leves efeitos colaterais como dores de cabeça, náuseas, boca seca, sonolência e fome excessiva.

Artigos Relacionados