Chicago: prefeito barra banimento de produtos com THC derivado do cânhamo

Após aprovação de uma ordenança que restringia a venda de produtos com THC derivado do cânhamo, o prefeito de Chicago vetou a medida e reacendeu o debate sobre regulação, economia local e acesso ao mercado na cidade

Publicada em 21/02/2026

Chicago: prefeito barra banimento de produtos com THC derivado do cânhamo

Após aprovação de banimento, prefeito de Chicago mantém mercado de THC derivado do cânhamo | CanvaPro

O prefeito de Chicago, Brandon Johnson, vetou uma proposta de proibição à venda de produtos contendo tetrahidrocanabinol (THC) derivados do cânhamo, revertendo uma decisão recente do Conselho Municipal da cidade. A medida, aprovada por vereadores em janeiro, visava restringir a comercialização desses itens em estabelecimentos não licenciados, mas não entrará em vigor enquanto o veto não for derrubado ou alterado. Segundo o site MJBizDaily, a decisão foi publicada em 17 de fevereiro de 2026.


Proibição aprovada pelo Conselho Municipal


No dia 21 de janeiro, o Conselho de Chicago aprovou por 32 votos a 16 uma ordem que proibia a venda da maioria dos produtos intoxicantes derivados do cânhamo fora de dispensários licenciados de cannabis e estabelecimentos com licença para vender bebidas alcoólicas. 


A proposta também incluía restrições para a venda de itens contendo THC a menores de 21 anos e estava programada para entrar em vigor em 1º de abril de 2026, foi o que o site MJBizDaily apurou.


A proibição abrangia diversos produtos populares, como comestíveis e itens com derivados de THC, o composto psicoativo mais conhecido da planta cannabis, enquanto deixava de fora algumas categorias, como bebidas com infusão e produtos tópicos.


Justificativa do prefeito para o veto


Segundo o site MJBizDaily, o prefeito Brandon Johnson afirmou que a proibição seria excessiva e poderia causar impactos negativos na economia local, especialmente para pequenos comerciantes que dependem da venda legítima de produtos derivados do cânhamo.


Na declaração oficial sobre o veto, Johnson ressaltou a importância de se buscar uma abordagem regulatória mais equilibrada em vez de uma proibição completa. Conforme riportado pelo veículo, ele afirmou que a medida concentraria o mercado em grandes empresas em detrimento de comerciantes menores, muitos deles pertencentes a empreendedores negros e pardos.


Além disso, o prefeito defendeu que a cidade espere por orientações federais mais claras sobre a regulação desses produtos, citando um cenário normativo em transformação nos Estados Unidos.


Reações de grupos afetados


Representantes da indústria do cânhamo em Chicago expressaram alívio após o veto, destacando a importância econômica do segmento. De acordo com o MJBizDaily, a associação Illinois Healthy Alternatives Association estimou que os varejistas de produtos derivados do cânhamo geram cerca de US$ 475 milhões em vendas anuais e contribuem com aproximadamente US$ 30 milhões em receita de impostos sobre vendas à cidade.


O presidente da associação, Craig Katz, afirmou que muitos comerciantes estão dispostos a colaborar com o governo local para desenvolver regras responsáveis que protejam consumidores, inclusive jovens, sem prejudicar a atividade econômica.


O veto abre caminho para novos debates no Conselho Municipal. Para que a proibição volte a valer, os vereadores teriam de reunir 34 votos para derrubar o veto do prefeito — número que ainda não foi alcançado.


A discussão em Chicago ocorre em um momento em que autoridades federais e estaduais nos Estados Unidos estão revisando as regras sobre a comercialização de produtos derivados do cânhamo e THC, incluindo debates sobre limites de concentração de compostos e padrões de segurança do consumidor. 


Fonte: Segundo o site MJBizDaily

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