MCTI prepara rede nacional de pesquisa em cannabis medicinal e prevê editais para áreas estratégicas
Segundo Thiago Moraes, coordenador de ciências da saúde, biotecnológicas e agrárias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa busca identificar lacunas de conhecimento para orientar novos investimentos em pesquisa

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está trabalhando na criação de uma rede nacional dedicada à pesquisa em cannabis medicinal. A informação foi compartilhada por Thiago Moraes, coordenador de ciências da saúde, biotecnológicas e agrárias da pasta, durante entrevista concedida no 5º Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal.
Segundo Moraes, a proposta é aproximar o ministério da comunidade científica e estruturar ações capazes de fortalecer a produção de conhecimento na área. A iniciativa prevê a participação de pesquisadores para mapear temas que ainda carecem de estudos e, a partir desse diagnóstico, orientar futuras políticas de financiamento.
"O ministério está trabalhando na construção de uma rede dedicada à pesquisa em cannabis medicinal. A ideia é colher a contribuição dos pesquisadores para identificar áreas de lacuna que a gente precisa financiar e, a partir daí, lançar editais específicos para fomentar essas lacunas de conhecimento", afirmou.
De acordo com o coordenador, a presença do MCTI no congresso também reforça o interesse da pasta em atuar como parceira do setor científico. Ele destacou que eventos voltados à cannabis medicinal representam uma oportunidade para acompanhar os avanços da área, promover o diálogo com especialistas e conhecer demandas que possam orientar novas linhas de pesquisa.
Para Moraes, o fortalecimento da pesquisa científica é essencial para ampliar o conhecimento sobre a cannabis medicinal e subsidiar o desenvolvimento de novas aplicações, tecnologias e políticas públicas baseadas em evidências.
A expectativa do ministério é que a futura rede de pesquisa contribua para integrar pesquisadores, instituições e diferentes áreas do conhecimento, criando um ambiente mais favorável ao desenvolvimento científico e à definição de prioridades para os próximos editais de fomento.
Assista a entrevista completa:
