Alta no dólar impacta na importação de remédios à base de cannabis no Brasil

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O dólar comercial chegou a R$ 4,25 na semana passada, nesta que foi a maior desvalorização da história do Plano Real. Nesta terça-feira (03), a moeda norte-americana é cotada a R$ 4,22, e esse valor impacta, não só setores da economia, mas também o bolso dos brasileiros, incluindo as famílias que precisam importar medicamentos à base de cannabis. Com o custo elevado desses produtos, os pacientes vivem uma agonia.

É o caso da cineasta carioca Rita Carvana, mãe do Théo, um menino de 13 anos que sofre de epilepsia. Ele está tomando um óleo integral de cannabis importado, da marca Revivid. Ela paga em cada frasco em torno de US$ 300, graças a um desconto a partir de um convênio no a Apepi, associação de pacientes do Rio de Janeiro.

“É uma aflição muito grande. Não sei o que dizer, porque é uma situação tão difícil. Eu tenho autorização para comprar quatro óleos, então eu dei entrada na Anvisa para estender para mais frascos, e ainda não saiu essa autorização. Eu ainda estou preocupada com a autorização e agora tem mais essa questão do dólar”, desabafa a mãe.

Segundo Rodolfo Rosato, diretor da Kannamed, uma market place de medicamentos à base da planta, houve uma redução significativa de buscas à plataforma. Ele também relata casos de pacientes que desistiram de comprar neste momento.

“Nós estamos fornecendo um desconto de 5% para fechar com o dólar para o paciente em torno de R$ 4. É o que a gente pode fazer, mas está muito difícil. Mais que isso é impossível. A gente sentiu uma redução no número de pacientes pedindo protocolo na Anvisa, na última semana”.

Nesta terça-feira, a Anvisa vota as duas propostas de regulamentação da Cannabis no Brasil. Uma sobre o cultivo da planta para fins medicinais e de pesquisa, e outra sobre o registro e monitoramento destes medicamentos. Famílias esperam que, caso as resoluções sejam aprovadas, esse cenário melhore. 

“Continuando nesse valor, acaba levando muitos pacientes para o consumo de um medicamento ilegal. A burocracia do governo e a cotação da moeda empurram muito mais gente para o mercado negro”, alerta Rosato.

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