Busque conhecer antes de julgar

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Para o colunista (à direita na foto), o preconceito e ignorância acerca da cannabis medicinal desmerece os pesquisadores e os inúmeros estudos e depoimentos a respeito do uso terapêutico da planta (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Coluna de Waldir A. Augusti*

Quando alguém se nega a adquirir novos conhecimentos, coloca em prática algo terrível: a preferência em permanecer na escuridão da ignorância. Quando esta prática é circunscrita à esfera pessoal, é de se lamentar por se tratar de um ser humano que prefere permanecer nela. Os motivos podem ser os mais diferentes possíveis, pois o que embasa tal decisão é a escolha feita.

A gravidade desta situação, recai sobre o fato de que tal pessoa pode ser facilmente convencida a aceitar como verdadeiras ideias, conceitos e argumentos orquestrados de modo a torná-lo um instrumento de manobra nas mãos de inescrupulosos sedentos por poder e domínio.

A gravidade desta situação, recai sobre o fato de que tal pessoa pode ser facilmente convencida a aceitar como verdadeiras ideias, conceitos e argumentos orquestrados de modo a torná-lo um instrumento de manobra nas mãos de inescrupulosos sedentos por poder e domínio. Passo-a-passo – e nas mais das vezes sem perceber o que está acontecendo -, tais pessoas vão aos poucos se constituindo em grupos defensores das ideias e ideais daqueles que os influenciam. As motivações podem ser distintas. As piores, contudo, são aquelas movidas por questões religiosas, ideológicas, fundamentalistas ou políticas, que buscam desmerecer e combater os avanços alcançados pelas ciências, que trazem à luz fatos históricos e/ou científicos antes obscuros ou mal esclarecidos.

A situação se agrava fortemente, quando grupos seguidores dos “gurus da ignorância, do preconceito, do ódio e da mentira”, se negam a ouvir a voz da razão e, mesmo diante da verdade dos fatos e dos dados apresentados, optam por permanecer na escuridão da ignorância fechando os olhos e tapando os ouvidos.

Clássico exemplo do que estamos dizendo, são as descobertas relacionadas ao uso medicinal da planta Cannabis Sativa, popularmente conhecida como Maconha. Demonizada e classificada como sendo uma droga maléfica, viciante e destruidora de vidas, a Cannabis Sativa e seu uso são condenados indiscriminadamente.

Clássico exemplo do que estamos dizendo, são as descobertas relacionadas ao uso medicinal da planta Cannabis Sativa, popularmente conhecida como Maconha. Demonizada e classificada como sendo uma droga maléfica, viciante e destruidora de vidas, a Cannabis Sativa e seu uso são condenados indiscriminadamente.

Entretanto, pesquisas desenvolvidas por profissionais de renome internacional como o Dr. Elisaldo Carlini (1930-2020) que por mais de 50 anos se dedicou a estudar os benefícios medicinais da Maconha. A ele, centenas de outros pesquisadores se juntaram ao longo da história, trazendo à tona resultados altamente positivos para o tratamento de diversas patologias a partir do uso dos óleos e extratos extraídos da Cannabis Sativa.

 São incontáveis o número de depoimentos de pessoas que obtiveram sensível melhora e cura para doenças que lhes causavam dores e sofrimentos constantes a partir do óleo da Cannabis Sativa.

Mas, mesmo diante dos comprovados benefícios que o uso medicinal da Maconha traz para as pessoas que dela fazem uso, os gurus da ignorância preferem atacar, ofender e desmerecer os pesquisadores e defensores do uso científico e medicinal desta planta.

Mas, mesmo diante dos comprovados benefícios que o uso medicinal da Maconha traz para as pessoas que dela fazem uso, os gurus da ignorância preferem atacar, ofender e desmerecer os pesquisadores e defensores do uso científico e medicinal desta planta.

Felizmente, contra fatos não há argumentos e por mais que esses “profetas da desgraça” insistam em disseminar informações erradas com base em preconceitos, difamando pessoas com mentiras e calúnias, os avanços em prol da descriminalização do uso medicinal da Cannabis Sativa, caminha a passos largos.

Prova disso, está no V Curso sobre Uso Medicinal da Cannabis a iniciar no 2 de março/2021, promovido pela ECID-ZL – Escola de Cidadania da Zona Leste – Pedro Yamaguchi Ferreira; o MOVRECAM (Movimento pela Regulamentação da Cannabis Medicinal), reconhecido e certificado pela UNIFESP, criado pelo saudoso Padre Ticão na Zona Leste de São Paulo, já conta com mais de 10 mil inscritos, devendo chegar a 20 mil.

Àqueles que insistem em condenar o uso medicinal da Maconha, conclamamos para que saiam do obscurantismo da ignorância e busquem conhecer a verdade. Ela vos libertará.

*Waldir A. Augusti é professor, licenciado em Filosofia, bacharelando em Teologia, escritor e colunista do Sechat. Ao lado do Padre Ticão (in memoriam) fundou e atualmente é coordenador da Escola de Cidadania da Zona Leste, em São Paulo.

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e não correspondem, necessariamente, à posição do Sechat.

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