Canfy aposta em acesso simplificado à cannabis medicinal no Brasil

Plataforma integra consulta, orientação e importação para ampliar o alcance do tratamento no país

Publicada em 04/05/2026

Mario Matsui, fundador da Canfy, plataforma que facilita o acesso à cannabis medicinal no Brasil

Mario Matsui, fundador da Canfy, aposta na tecnologia para ampliar o acesso à cannabis medicinal no Brasil. Foto: divulgação

O caminho para o tratamento com cannabis medicinal no Brasil ainda passa por barreiras que vão além da decisão de cuidar da própria saúde. Encontrar um médico habilitado, entender as regras, lidar com autorizações e saber em quem confiar são etapas que, na prática, afastam pacientes antes mesmo do início da jornada.

Esse cenário ajuda a explicar por que, apesar do avanço do debate e da regulamentação, o acesso ainda não acompanha a demanda. Falta clareza. Falta orientação. E, principalmente, falta um fluxo que organize esse processo de ponta a ponta.

 

Acesso ainda esbarra na burocracia e no custo

 

É nesse contexto que surge a proposta da Canfy. A empresa se posiciona como uma plataforma de acesso à saúde, estruturada para centralizar toda a jornada do paciente em um único ambiente. Da consulta médica ao acompanhamento do processo de importação, a ideia é reduzir etapas e oferecer previsibilidade a quem busca o tratamento.

Mais do que intermediar serviços, a Canfy organiza o caminho. A lógica é simples: o maior obstáculo não está no tratamento em si, mas no percurso até ele.

Um dos pontos mais sensíveis dessa jornada sempre foi o custo inicial. Consultas com especialistas ainda são, em muitos casos, inacessíveis para grande parte da população. A plataforma passou a oferecer atendimentos por R$ 99, dentro de uma proposta de ampliar o alcance do cuidado. O valor, segundo a empresa, não está associado a promoção, mas a uma tentativa de tornar o primeiro passo mais viável.

Outro entrave recorrente está na etapa seguinte: a importação. Embora regulamentada, ela ainda envolve uma série de procedimentos que geram dúvidas e insegurança. Na prática, muitos pacientes não avançam por não compreenderem o processo.

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Mario Matsui, fundador da Canfy, aposta na tecnologia para ampliar o acesso à cannabis medicinal no país. Foto: divulgação

A Canfy assume essa etapa dentro da própria plataforma. A proposta é conduzir o paciente ao longo de toda a tramitação, respeitando as exigências legais e reduzindo a necessidade de interação com a burocracia. O foco deixa de ser o processo e volta a ser o cuidado.

“A gente entende que o acesso começa muito antes do produto. Começa na informação, na escuta e na segurança de dar o primeiro passo. A principal queixa que notamos do mercado é a falta de acompanhamento durante todo o processo de compra. Vivemos em um país extremamente conservador e receoso em relação à maconha, o primeiro passo deve ser educar, para quebrar qualquer preconceito e assim a venda se tornar mais fácil. Por isso focamos em acompanhar o paciente durante todo o processo da compra, explicando tudo que ele precisar saber para se tratar com segurança, um acolhimento verdadeiro.”, Mario Matsui, fundador da Canfy.

A proposta da empresa também passa por um elemento menos tangível, mas igualmente relevante: o acolhimento. Em um ambiente ainda cercado por dúvidas e desinformação, oferecer orientação clara e empática pode ser decisivo para quem está avaliando iniciar o tratamento.

A percepção de quem vive o setor reforça esse cenário. Em conversas recentes durante eventos e encontros do segmento, especialistas, profissionais de saúde e pacientes apontam um ponto em comum: o acesso à informação ainda é desigual, e o entendimento sobre a cannabis medicinal segue em construção no país.

Nesse sentido, iniciativas que organizam a jornada tendem a ganhar espaço. Não apenas por facilitar processos, mas por reduzir a distância entre o interesse e a ação.

Cuidar da própria saúde, afinal, não deveria depender da capacidade de navegar sistemas complexos. A proposta da Canfy é atuar justamente nesse intervalo — onde muitos ainda param.

 

Mais informações em: Canfy