Argentina adiciona 254 novas substâncias à lista de drogas controladas
Atualização publicada no Boletim Oficial inclui análogos do fentanilo, benzodiazepinas, catinonas sintéticas e diferentes cannabinoides no regime de fiscalização argentino
Publicada em 06/03/2026

Nova revisão normativa amplia lista de drogas controladas na Argentina | CanvaPro
O governo da Argentina atualizou a lista oficial de substâncias controladas e incluiu 254 novos compostos no regime de fiscalização nacional. A medida foi oficializada por meio do Decreto 122/2026, publicado no Boletim Oficial da República Argentina, e altera o anexo do decreto anterior que regulamentava o controle de estupefacientes no país.
Segundo o site El Planteo, a atualização responde ao avanço e à circulação de novas substâncias psicoativas no território argentino, além da necessidade de adequar o marco normativo às transformações do mercado ilegal e aos alertas sanitários recentes.
Governo argentino amplia lista de drogas controladas com 254 novas substâncias
De acordo com a publicação, a revisão é considerada a mais ampla desde 2019. Entre os compostos adicionados estão análogos do fentanilo, barbitúricos, benzodiazepínicos, catinonas sintéticas e diferentes cannabinoides semissintéticos e sintéticos.
A lista inclui, entre outros grupos:
- 8 análogos do fentanilo
- 11 barbitúricos
- 34 benzodiazepinas
- 27 cannabinoides semissintéticos e 4 sintéticos
- 45 catinonas sintéticas
Segundo o decreto, os critérios para inclusão consideraram dados técnicos sobre circulação comprovada no país, desvios de canais legais, como hospitais, farmácias e centros veterinários e riscos associados à saúde pública, incluindo potencial de dependência e intoxicações agudas.
Substâncias controladas na Argentina: atualização envolve cooperação internacional
Conforme reportado pelo El Planteo, a atualização contou com a colaboração de forças de segurança federais, polícias provinciais e laboratórios especializados em análises químico-forenses. O texto oficial destaca a necessidade de “atualizar a lista das substâncias individuais que devem ser consideradas entorpecentes”, diante da identificação de novos compostos no mercado.
A decisão também se baseou em informações do Sistema de Alerta Precoce de Novas Substâncias Psicoativas da Argentina e em relatórios de organismos internacionais, como a Oficina das Nações Unidas contra a Droga e o Delito e a Drug Enforcement Administration.
Com a ampliação da lista, as substâncias passam a integrar o regime penal previsto na legislação argentina para estupefacientes, o que inclui enquadramentos relacionados à produção, comercialização e posse.
Fonte: com informações publicadas originalmente em El.Planteo.

