Bancos dos EUA ainda “têm dúvida” em apoiar a indústria da cannabis
Grandes bancos ainda recusam empresas de cannabis nos EUA após reclassificação federal
Publicada em 09/03/2026

Mudança federal não convence bancos dos EUA, que seguem cautelosos com a indústria da cannabis | CanvaPro
O anúncio da reclassificação da cannabis na legislação federal dos Estados Unidos, feito pelo presidente Donald Trump em dezembro de 2025, foi visto como um marco para o setor. No entanto, na prática, o acesso do mercado canábico ao sistema financeiro tradicional segue limitado.
Mesmo após a decisão de mover a cannabis da lista mais restritiva de drogas federais para uma categoria menos rígida, grandes bancos norte-americanos continuam evitando relações comerciais com empresas do setor. Segundo o site MJBizDaily, instituições financeiras de grande porte ainda consideram o segmento de alto risco regulatório.
A medida assinada por Trump determinou a reclassificação da cannabis da Lista I para a Lista III na legislação federal, um passo que reconhece potencial medicinal e pode facilitar pesquisas científicas e reduzir a carga tributária para empresas do setor. Ainda assim, a mudança não significa legalização federal da cannabis.
Bancos seguem cautelosos com empresas de cannabis
Apesar do avanço regulatório, executivos de grandes bancos indicam que a reclassificação, por si só, não é suficiente para alterar políticas internas de risco. De acordo com o MJBizDaily, um executivo do JPMorgan Chase afirmou em comunicado que ainda é “cedo demais para reconsiderar” a posição da instituição sobre atender empresas do setor de cannabis.
O principal obstáculo continua sendo a falta de clareza jurídica no nível federal. Embora diversos estados norte-americanos tenham legalizado a cannabis medicinal ou adulta, a substância ainda permanece dentro do arcabouço federal de controle de drogas.
Segundo especialistas ouvidos por veículos internacionais, bancos temem que o relacionamento com empresas do setor possa gerar problemas com reguladores federais ou colocar em risco seguros e garantias governamentais, como os oferecidos pela FDIC.
Para analistas do setor, a reclassificação representa apenas um passo dentro de um processo regulatório mais amplo. A mudança pode reduzir barreiras fiscais e incentivar pesquisas, mas não resolve questões estruturais, como acesso a crédito, serviços bancários e processamento de pagamentos.
Enquanto isso, muitas empresas do setor continuam dependendo de bancos regionais, cooperativas de crédito ou soluções financeiras alternativas, muitas vezes com custos mais altos e acesso limitado a capital.
Fonte: Com informações publicadas originalmente pelo portal MJBizDaily.

