Cannabis medicinal e farmácias magistrais: a posição da Anfarmag
No Deusa Cast #54, Marco Fiaschetti defende a personalização dos tratamentos e a inclusão do modelo magistral na revisão da RDC 327
Publicada em 28/01/2026

Marco Fiaschetti, diretor executivo da Anfarmag, durante participação no Deusa Cast #54 | Imagem: Sechat
Marco Fiaschetti, diretor executivo da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), é o convidado do Deusa Cast – episódio #54, no qual aprofunda o debate sobre o papel das farmácias de manipulação na personalização dos tratamentos à base de cannabis medicinal.
Ao longo do episódio, Fiaschetti chama atenção para o impacto social das decisões regulatórias e reforça que a cannabis medicinal diz respeito a pacientes reais, muitos deles com doenças crônicas, refratárias ou raras, que dependem de terapias individualizadas para alcançar qualidade de vida. Segundo ele, é fundamental que a regulação diferencie claramente o modelo industrial do modelo magistral.
No Deusa Cast, o diretor da Anfarmag explica que a farmácia de manipulação não produz em escala, não trabalha com estoque e não registra medicamentos, atuando exclusivamente mediante prescrição médica, com preparo individualizado e sob responsabilidade técnica direta do farmacêutico. Para Fiaschetti, aplicar ao modelo magistral a mesma lógica regulatória da indústria ignora a função sanitária e social da farmácia magistral, justamente voltada a suprir lacunas terapêuticas não atendidas pelo mercado industrial.
O episódio #54 também aborda a revisão da RDC 327, com a avaliação de que não há elementos técnicos que justifiquem a exclusão das farmácias de manipulação da atuação com produtos de cannabis. Fiaschetti demonstra confiança de que o setor magistral será contemplado na atualização da norma, desde que o debate regulatório considere critérios técnicos, segurança sanitária e o cuidado centrado no paciente.



