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Gosta de fazer trilha? Veja o que diz estudo sobre cannabis

A cannabis na trilha faz parte da experiência de muitos caminhantes. Descubra o que revela a pesquisa e o que está por trás desse hábito!

Gosta de fazer trilha? Veja o que diz estudo sobre cannabis
Cannabis na trilha: pesquisa nos Estados Unidos investiga o consumo da substância durante caminhadas em meio à natureza | CanvaPro

Cannabis na trilha melhora a experiência? Veja pesquisa

  • Cannabis na trilha: pesquisa revela por que 35% dos caminhantes dos EUA já usaram a substância. Descubra o que os dados mostram!

Uma caminhada entre árvores, o som dos pássaros e a vontade de desacelerar. Para alguns praticantes de trilhas nos Estados Unidos, a cannabis faz parte dessa experiência. Uma pesquisa com 1.008 adultos que praticam caminhadas revelou que 35% já fizeram trilhas sob efeito da substância. Mas o que motiva esse comportamento e quais são os riscos envolvidos?

Cannabis na trilha: o que diz a pesquisa?

Uma pesquisa divulgada em outubro de 2026 pela empresa de expedições Climbing Kilimanjaro ouviu 1.008 adultos norte-americanos que praticam caminhadas. 

O levantamento identificou que 35% já fizeram trilhas sob efeito de cannabis, tornando a substância a mais mencionada entre as opções investigadas.

Os resultados foram publicados pelo portal Marijuana Moment. Segundo o levantamento, 44% dos entrevistados já caminharam sob efeito de alguma substância, enquanto 56% afirmaram nunca ter recorrido a elas durante as trilhas.

Os dados revelam um comportamento relatado por parte dos praticantes, mas não comprovam que a cannabis melhore o desempenho físico ou torne a experiência mais prazerosa para todas as pessoas.

Por que a cannabis na trilha atrai caminhantes?

A pesquisa também investigou as motivações de quem consome substâncias durante caminhadas. Entre os entrevistados que relataram esse comportamento, 48% disseram buscar uma percepção mais intensa da paisagem, enquanto 45% afirmaram querer se sentir mais conectados à natureza.

Outros 23% relataram recorrer a essas substâncias para acalmar os nervos ou lidar com medos, como o de altura ou de trechos expostos.

O consultor da Climbing Kilimanjaro, Justin Mtui, comentou o fenômeno ao Marijuana Moment. Para ele, alguns caminhantes buscam formas adicionais de aproveitar a paisagem, relaxar e se sentir conectados ao ambiente natural.

É importante, porém, diferenciar a percepção individual de um benefício comprovado cientificamente. Os percentuais representam respostas dos participantes, e não uma avaliação clínica dos efeitos da cannabis.

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Cannabis na trilha: quais são os riscos?

A sensação de relaxamento relatada por algumas pessoas não elimina os riscos de caminhar sob efeito de substâncias psicoativas. A cannabis pode alterar a atenção, a percepção, a coordenação motora e o tempo de reação, capacidades importantes para evitar quedas e reconhecer perigos em terrenos irregulares.

Na pesquisa, 51% dos participantes que relataram usar substâncias durante trilhas disseram recorrer a elas em percursos curtos e fáceis, próximos de casa. Apenas 5% mencionaram o uso em escaladas ou trajetos íngremes e técnicos.

O levantamento também identificou limites declarados pelos próprios participantes: 57% evitariam consumir substâncias em terrenos íngremes ou expostos, e 51% não o fariam em grandes altitudes.

Além disso, 19% dos entrevistados que caminharam sob efeito de substâncias disseram já ter feito algo que não tentariam estando sóbrios. Entre essas situações, apareceram percorrer distâncias maiores do que o planejado e escolher trajetos mais difíceis.

Os resultados reforçam a importância de considerar o contexto e os riscos de cada atividade, sem interpretar a popularidade do comportamento como sinal de segurança.

Cannabis e atividades ao ar livre: o que considerar?

A pesquisa não avaliou a cannabis como tratamento médico nem demonstrou que seu uso seja necessário para aproveitar atividades na natureza. Também não permite concluir que os efeitos relatados sejam iguais entre pessoas, produtos ou doses.

Para quem pratica trilhas, alguns cuidados são fundamentais:

  • Priorize a segurança: mantenha a atenção aos obstáculos, à sinalização e às mudanças do terreno.
  • Evite dirigir sob efeito: alterações na atenção e no tempo de reação podem comprometer a condução.
  • Respeite os limites físicos: cansaço, desidratação e condições ambientais exigem atenção durante qualquer percurso.
  • Considere os efeitos individuais: a resposta à cannabis varia e pode incluir ansiedade, tontura e prejuízo da coordenação.

Pessoas que utilizam cannabis medicinal devem conversar com um profissional de saúde sobre seus efeitos e possíveis interações, especialmente quando planejam atividades que exigem equilíbrio, atenção e esforço físico.

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O que os dados revelam sobre cannabis na trilha?

O levantamento mostra que a cannabis já faz parte da experiência de alguns caminhantes norte-americanos, sobretudo daqueles que associam seu consumo ao relaxamento e à contemplação da paisagem.

Ainda assim, uma pesquisa baseada em respostas individuais não comprova benefícios terapêuticos ou melhora do desempenho. Para entender como a substância afeta a experiência ao ar livre, são necessárias investigações específicas sobre seus efeitos, a segurança e as diferenças entre os indivíduos.

Na trilha, como em tantas experiências de conexão com a natureza, apreciar o caminho também significa reconhecer os próprios limites e preservar a segurança.