Tribo Omaha analisa primeiro pedido de licença para cultivo de cannabis no Nebraska

Processo pode abrir caminho para um dispensário em 2026 e evidencia o contraste entre a agilidade regulatória tribal e o impasse do estado sobre a cannabis medicinal

Publicada em 10/02/2026

Tribo Omaha analisa primeiro pedido de licença para cultivo de cannabis no Nebraska

Tribo Omaha inicia análise de licença de cultivo e planeja dispensário em 2026 | CanvaPro

A Comissão de Cannabis da Tribo Omaha, no nordeste do Nebraska, deu início à análise do primeiro pedido de licença para cultivo de cannabis para uso adulto. O processo sinaliza o avanço da comunidade indígena na regulamentação do setor e abre caminho para a abertura de um dispensário em 2026, enquanto o estado do Nebraska ainda discute a implementação da cannabis medicinal aprovada por votação popular.


Segundo o site Canamo, a candidatura foi apresentada apenas três meses após a criação oficial da comissão, evidenciando a rapidez com que a tribo estruturou seu próprio marco regulatório.


Primeiro pedido de licença


De acordo com o canal de notícias local WOWT, os candidatos Derek Cats e Darren Canby se reuniram com a Comissão de Cannabis da Tribo Omaha e com o procurador-geral tribal, John Cartier. Ele explicou que a análise considera critérios como profissionalismo, experiência prévia em processos de licenciamento e a inexistência de sanções ou reclamações.


“A ideia é reduzir o risco de que a cannabis acabe desviada para mercados não regulamentados”, afirmou Cartier ao site Wowt.


Os requerentes relataram experiência anterior com cultivo legal no Colorado e destacaram o potencial do projeto para geração de empregos e novas fontes de renda para a tribo.


A Tribo Omaha tem avançado com um ritmo distinto do estado. Já aprovou normas internas, recebe pedidos de licença e planeja inaugurar seu primeiro ponto de venda em abril. O processo é sustentado pelo Capítulo 51 do Código de Controle da Cannabis, promulgado em julho de 2025, que regulamenta cultivo, processamento, testes, transporte e venda dentro da jurisdição tribal.


Licença vertical e impacto econômico


Ainda segundo John Cartier, o modelo adotado prevê uma comissão de cinco membros e a concessão de uma licença “vertical”, que integra todas as etapas da cadeia produtiva. O procurador-geral destacou que a urgência está ligada a questões fiscais e alertou para possíveis cortes de “30% a 40%” em programas públicos, apontando a cannabis como alternativa de receita e geração de empregos.
 

A iniciativa da Tribo Omaha evidencia como a regulamentação da cannabis também se tornou uma questão de soberania e gestão de recursos, em um cenário de impasses no nível estadual.

 

Com informações de Canamo.Net