Política Internacional

Após regulamentação, cresce pedido para revisar penas por cannabis no Gana

Com novo regime de licenças em vigor, ativistas defendem revisão de sentenças e limpeza de antecedentes por posse da planta no país africano

Após regulamentação, cresce pedido para revisar penas por cannabis no Gana
Debate sobre justiça criminal ganha força com nova política de cannabis no Gana | CanvaPro

A implementação de um novo modelo de licenciamento para o cultivo de cannabis no Gana reacendeu um debate que vai além da regulação do mercado: o destino de milhares de pessoas condenadas por posse da planta. Segundo o site Cáñamo, organizações locais passaram a defender a anulação dessas sentenças e a revisão dos antecedentes criminais ligados a delitos não violentos.


Regulamentação reacende debate sobre justiça criminal


De acordo com o site, a Narcotics Control Commission (NACOC) iniciou a aplicação do modelo que permite o cultivo de cannabis com teor de THC de até 0,3%, mediante critérios técnicos e taxas específicas. O uso recreativo, no entanto, permanece ilegal.


A mudança regulatória levou a Economic Fighters League (EFL) a cobrar do governo a revisão das condenações aplicadas nos últimos anos por delitos não violentos ligados à posse e ao pequeno cultivo. O grupo defende a criação de um mecanismo formal para anular sentenças, limpar antecedentes criminais e conceder anistia a pessoas presas por esse tipo de infração.


Anulação de condenações por cannabis entra na pauta pública


Segundo o Cáñamo, ativistas também apontam impactos sociais acumulados ao longo das políticas de repressão, especialmente sobre comunidades rurais afetadas por operações de erradicação de plantações. O alto custo das licenças, que pode chegar a dezenas de milhares de dólares por hectare, também é citado como um possível fator de exclusão de pequenos produtores do novo mercado.


O debate em Gana ocorre em paralelo a iniciativas internacionais. O site menciona que, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, houve anúncio recente de indultos coletivos para pessoas com antecedentes por posse de cannabis.


Até o momento, o governo ganês não apresentou um mecanismo oficial para revisar condenações antigas, mas a pressão pública amplia a discussão sobre justiça criminal e políticas de drogas no país.

 

Fonte: com informações originalmente publicadas pelo Portal Cañamo.Net.