Uso de cannabis no setor de alimentos

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100 gramas de sementes de cânhamo contêm 25% de proteína, 35% de hidratos de carbono e 35% de ácidos gordos, também conhecidos como ácidos graxos. Foto: Reprodução

Curadoria e edição Sechat, com conteúdo de Food Ventures

Desde a criação da Food Ventures, falamos um pouco sobre as inovações da indústria de alimentos e bebidas que envolvem a cannabis. De vinhos e cervejas com infusão de CBD ou THC (componentes da maconha), a molho de pimenta com cannabis, o mercado tem se mantido atento a essa trend.

A indústria brasileira, no entanto, fica bem para trás quando o assunto é esse, pois a maioria dos produtos são lançados em estados onde a cannabis é liberada nos Estados Unidos – principalmente Califórnia, Colorado e Washington. Alguns exemplos também são vistos no Canadá, um dos primeiros países a aprovar o uso em alimentos, na Austrália e na União Europeia, onde é considerado um novo ingrediente.

O mais perto que nós, brasileiros, conseguimos chegar dessa realidade é pelos nossos irmãos latino americanos, como Equador e Uruguai. O Uruguai, que legalizou a produção e venda da planta em 2013, autorizou também, em 2020, o uso de ingredientes alimentares derivados de sementes de cânhamo, tornando-se o primeiro país da região latino-americana a aprovar o uso de derivados de cânhamo em alimentos.

Dois ingredientes principais foram aprovados: a proteína e o óleo de sementes de cânhamo. Seu uso foi descoberto pela indústria alimentícia devido ao alto teor de ácidos graxos essenciais e a possibilidade de ser usado como fonte de proteína vegetal – aproximadamente 100 gramas de sementes de cânhamo contêm 31% de proteína e 49% de gordura.

Seguindo o Uruguai, o Equador, também em 2020, apresentou uma proposta para regulamentar o uso de ingredientes da cannabis em algumas categorias de produtos, como alimentos e suplementos alimentares. Os ingredientes não devem ter mais que 0,3% de THC em sua composição e “as empresas interessadas em utilizar outra parte da planta de cannabis que não seja a semente (e que não seja nenhuma parte psicoativa, ou seja, com teor de THC igual ou superior a 1%), devem apresentar histórico de consumo seguro no país de origem e as evidencias científicas que indicam seu consumo seguro em humanos“.

Como menção honrosa, podemos falar da cerveja brasileira Fumaçônica. Criada em Curitiba, Paraná, a marca não menciona o uso de ingredientes derivados da cannabis na composição das cervejas (não estaria dentro da lei), mas faz menções ao estilo de vida de quem faz uso adulto e utiliza de termos e nomes.

Se interessou pelo assunto? Então fique ligado pois na próxima terça-feira dia 31/08 receberemos a chef e influencer Lilica 420para um bate papo sobre o universo gastronômico da cannabis no Brasil e no mundo.

A Lilica cresceu, literalmente, dentro da cozinha do restaurante de sua família. São 40 anos de experiência na culinária, aprendendo ao lado de diferentes cozinheiros várias técnicas, receitas e preparos. Mas foi somente anos mais tarde que ela descobriu que conseguia unir todo esse conhecimento à outra paixão de sua vida: a cannabis.

Não perca mais essa super Live Sechat, que vai ao ar todas as terças-feiras as 19hrs pelo instagram @sechat_oficial. Nos vemos lá!

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