Comunidade, maturidade, elasticidade: o ecossistema canábico em plena expansão

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Para o colunista, para a consolidação de um mercado maduro e rentável é necessário compartilhar informações criando engajamento por interesse real, e não por consumo imediatista (Foto: Arquivo pessoal)

Coluna de Fernando Paternostro*

Pessoas se juntam por interesses comuns. Grupos se juntam por objetivos em comum. Muitos objetivos em comum geram um senso de propósito, e esse propósito acaba gerando uma comunidade de pessoas que são parte de algo maior. Essa é a máxima do ser humano, um ser sociável que abdicou de seus instintos selvagens para coexistir num ecossistema de equilíbrio social, que vem se transformando ao longo das décadas e migrando de uma sociedade depredativa para outra colaborativa. No Universo da Cannabis não poderia ser diferente, nesse momento tão importante que estamos vivendo, vejo um senso de união cada vez mais forte. Mas também vejo pessoas que não conseguem ressonar com esse pensamento, e que acabam derrapando na curva da inteligência emocional, incapazes de entender o que mais precisamos fomentar no momento: o ecossistema.

Dentro desse campo de interação, não precisamos ter o famoso público-alvo e convencê-lo a comprar. Os participantes do ecossistema, as pessoas que se veem parte dessa comunidade, aderem de forma voluntária porque veem valor real para eles mesmos, e compreendem que a criação de valor aumenta e se fortifica quando mais participantes entram em jogo.

Um ecossistema saudável permite fornecer produtos e serviços através da colaboração com outras empresas e negócios; compartilhando a informação gerada em uma plataforma específica e criando engajamento por interesse real, e não por consumo imediatista. Dentro desse campo de interação, não precisamos ter o famoso público-alvo e convencê-lo a comprar. Os participantes do ecossistema, as pessoas que se veem parte dessa comunidade, aderem de forma voluntária porque veem valor real para eles mesmos, e compreendem que a criação de valor aumenta e se fortifica quando mais participantes entram em jogo. A velocidade gera um polo gravitacional. 

Esse amadurecimento das relações humanas, das relações entre as instituições, é o que faz do mercado da cannabis um dos mais atrativos do planeta. Por ser um nicho que sofre com tanto estigma, teve que se transformar e incorporar essa elasticidade para sobreviver em meio a tanto ruído. O resultado é um mercado receptivo, com muito capital disponível, e carente de mão-de-obra qualificada. Ou seja, aqueles que conseguirem enxergar além dessas barreiras culturais, poderão colocar em foco um universo de infinitas possibilidades, que acima de tudo, vai te perguntar o que é que você quer para sua vida. Trabalhar com cannabis é olhar para dentro, é procurar suas motivações reais, aquilo que faz seu corpo estremecer. 

Para conseguirmos consolidar um ecossistema, para termos um mercado maduro, consolidado, rentável; precisamos agora é de pessoas que enxerguem justamente isso, que tenham essa visão e que vejam que é de forma colaborativa que vamos contribuir para que esse amadurecimento possa ser progressivo.

O momento é de construção. E por mais que todos saibam, de traz pra frente, como funciona o capitalismo e a geração de receita, reitero que o momento não é de retirada, mas de investimento. E esse aporte não é de capital financeiro, mas sim humano. Para conseguirmos consolidar um ecossistema, para termos um mercado maduro, consolidado, rentável; precisamos agora é de pessoas que enxerguem justamente isso, que tenham essa visão e que vejam que é de forma colaborativa que vamos contribuir para que esse amadurecimento possa ser progressivo, e que o interesse comum desse capital humano gere a flexibilidade que precisamos para conseguir atravessar todas as barreiras culturais e sociais e finalmente cumprir o propósito daqueles que entram em contato com a cannabis: a melhora na saúde, na qualidade de vida e no bem-estar.

Fico extremamente feliz de poder participar, de forma pequena ainda, desse ecossistema. E fico ainda mais feliz em ver cada vez mais pessoas querendo saber mais sobre a cannabis; estudando, perguntando e se informando para poder absorver esse conteúdo sem amarras. 

Finalizo com uma frase que li essa semana, simples e profunda como toda boa frase de fim de texto interessante: Compartilhar é vencer.

*Fernando Paternostro é empresário, triatleta, criador do Atleta Cannabis, pai da Flora e da Bella e colunista do Sechat.

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

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