Inovar é preciso, mesmo no novo setor da Cannabis

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O colunista defende que as inovações disruptivas, como o uso polivalente da Cannabis, representam um oceano azul para cientistas e empreendedores (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

Caluna de Alex Lucena*

A inovação é premissa para a longevidade de qualquer empresa ou organização, independentemente do seu setor de atuação. Não seria diferente em relação à Cannabis que, por si só, é algo relativamente novo em nossas vidas. Refiro-me aqui ao mercado legal e global da Cannabis, seja para fins medicinais, industriais ou mesmo para uso adulto/recreativo, pois, como já sabemos, os primeiros registros pela humanidade com a planta são anteriores à Era Cristã.    

Para inovar é necessário construir soluções criativas para problemas antigos ou atuais. Ocorre que, quando falamos em inovar, na maioria das vezes, nos vem à cabeça gastar muito dinheiro e tempo investindo no desenvolvimento de tecnologias disruptivas no melhor estilo “eureka”

Para inovar é necessário construir soluções criativas para problemas antigos ou atuais. Ocorre que, quando falamos em inovar, na maioria das vezes, nos vem à cabeça gastar muito dinheiro e tempo investindo no desenvolvimento de tecnologias disruptivas no melhor estilo “eureka”. Esse termo foi supostamente utilizado pela primeira vez pelo cientista grego Arquimedes ao descobrir, enquanto tomava um confortável banho de banheira, uma solução inédita para um determinado problema do rei Hierão. Aliás, diga-se de passagem, toda inovação resulta da resolução de um problema ou desafio.    

Em resumo, inovações disruptivas são aquelas que chegam para revolucionar nossas vidas como um dia foi o trem a vapor, a invenção da lâmpada por Thomas Edison, a roda, mais tarde o automóvel e a Internet, exemplo perfeito de tecnologia que eu tive o privilégio de ver nascer de perto e que costumo sempre mencionar em minhas palestras. Sem dúvida, a Cannabis legal, com todo seu potencial terapêutico e de proporcionar bem-estar aos indivíduos e animais, sua vasta utilização pela indústria e por meio dos evidentes benefícios que traz à natureza, chega para se juntar a essa lista. 

Sem dúvida, a Cannabis legal, com todo seu potencial terapêutico e de proporcionar bem-estar aos indivíduos e animais, sua vasta utilização pela indústria e por meio dos evidentes benefícios que traz à natureza, chega para se juntar a essa lista

As inovações disruptivas, como o uso polivalente da Cannabis, representam um oceano azul (blue ocean) para cientistas e empreendedores. Afinal, tudo está por ser feito e isso abre uma avenida para outro tipo de inovação, aquelas consideradas incrementais. Normalmente são soluções bem mais simples, mas igualmente poderosas na busca de pequenas melhorias constantes em produtos, processos e serviços já existentes, inclusive, oriundos de outros segmentos de mercado mais maduros.  

Fato é que o Brasil começa a dar seus passos iniciais no setor da Cannabis e ninguém melhor do que os empreendedores com suas startups saberão “surfar a onda” de oportunidades que teremos pela frente. Tudo começa com uma boa ideia, verdade, mas de nada (ou pouco) vale uma ideia sem execução. Inventores são diferentes de empreendedores. Ideias passam a ter valor quando realmente colocadas em prática, prevalecendo, no final do dia a velha máxima dos 99 por cento de transpiração versus 1 por cento de inspiração. O caminho nunca é fácil e o sucesso só se alcança com muito trabalho e resiliência.  

Ideias passam a ter valor quando realmente colocadas em prática, prevalecendo, no final do dia a velha máxima dos 99 por cento de transpiração versus 1 por cento de inspiração. O caminho nunca é fácil e o sucesso só se alcança com muito trabalho e resiliência

E é pensando dessa maneira todos os dias que desenvolvemos a The Green Hub que, além de ser uma plataforma de conexão entre empreendedores (startups), meio acadêmico, investidores, governo, indústria e associações, visa fundamentalmente atrair/motivar pessoas talentosas com mindset inovador e engajadas nas diferentes esferas do ecossistema da Cannabis, gerando oportunidades de negócio, valor e conhecimento.  

*Alex Lucena é sócio e head de Inovação da The Green Hub e colunista do Sechat

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e não correspondem, necessariamente, à posição do Sechat.

Veja outros artigos de nossos colunistas: 

Alex Lucena 

Inovação e empreendedorismo na indústria da Cannabis (19/11/2020)

Inovar é preciso, mesmo no novo setor da Cannabis (17/12/20) 

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