Saúde

Jornalista da Globo diz fazer uso de canabidiol para tratamento do Parkinson

Renata Capucci revela que os primeiros sintomas da doença apareceram em 2018, quando apresentava o programa Popstar da Rede Globo

Jornalista da Globo diz fazer uso de canabidiol para tratamento do Parkinson
Jornalista da Globo diz fazer uso de canabidiol para tratamento do Parkinson

Por João R. Negromonte com informações de UOL
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A jornalista da Rede Globo, Renata Capucci, revelou, no último domingo (26) no podcast Isso É Fantástico, que convive com o Parkinson desde 2018. Segundo conta a repórter, os primeiros sintomas da doença iniciaram quando ela tinha 45 anos.  
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“Sentia os dedos de um dos pés se contraírem e, ao mesmo tempo, comecei a mancar, sem perceber. Só depois entendi que, na verdade, era a minha perna esquerda se movimentando mais lentamente do que a direita,” contou ela. 
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Hoje, aos 49 anos, a jornalista relata que começou a fazer uso do canabidiol (CBD), um dos compostos da Cannabis Sativa, popularmente conhecida como maconha. Segundo ela, o medicamento foi prescrito por sua médica para ajudar nas crises de insônia, sintoma característico do Parkinson.  

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Diferentemente do Tetrahidrocanabinol (THC), outro composto da planta, o CBD não possui propriedades psicoativas. O uso do CBD é conhecido por seu potencial terapêutico para uma série de doenças, principalmente aquelas de origem neurológica. 
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"Eu faço uso de canabidiol, pois ajuda na insônia que é uma das características da doença de Parkinson. Eu durmo como um passarinho. Realmente me relaxa bastante. Eu sempre dormi igual uma pedra, mas ele me ajuda ainda mais. Sou a favor de tudo que pode ajudar, e sabemos que o canabidiol é usado em diversos tipos de doenças. Desde tratamento de câncer, esclerose múltipla, autismo, convulsões, epilepsia. As pessoas não têm informação sobre o que é, e acham que é apenas maconha", explica Capucci.
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Ela destaca também, que a doença não a impede de manter uma rotina, contudo, sua visão de “urgência de vida” mudou após o diagnóstico. 
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"Nada mudou na minha vida. Minto, uma coisa mudou: a urgência de vida. A certeza de que as coisas acontecem independentemente de você querer ou achar que pode controlar. Você não sabe como vai estar daqui um mês, seis meses, um ano. E essa é a maior verdade, a gente não controla absolutamente nada na vida da gente. Eu encaro isso de frente, com resiliência e muita força. Tenho certeza de que essa é a única maneira de ter uma qualidade de vida melhor,” diz a jornalista que explica porque resolveu revelar sua situação: “viver com este segredo é ruim”.
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