Após rápida expansão, governo tailandês restringe a comercialização de cannabis a canais com supervisão médica e sanitária
Mudança regulatória busca reorganizar o setor e limitar as vendas de cannabis a estabelecimentos reconhecidos por lei
Publicada em 09/02/2026

Após rápida expansão, governo tailandês restringe a comercialização de cannabis a canais com supervisão médica e sanitária | CanvaPro
A Tailândia fechou mais de 7 mil estabelecimentos ligados à venda de cannabis em 2025, em um movimento de retração do mercado após a adoção de regras mais rígidas pelo governo. A redução está associada, principalmente, à expiração de licenças que não foram renovadas e à implementação de medidas voltadas a concentrar a comercialização em canais com supervisão sanitária.
Segundo o site Canamo, dados oficiais indicam que, em 28 de dezembro de 2025, o país contava com 18.433 estabelecimentos relacionados à cannabis. Ao longo do ano, 8.636 licenças venceram, mas apenas 1.339 foram renovadas, cerca de 15,5%. Outras 7.297 não deram início ao processo de renovação, o que reduziu o número de pontos de venda autorizados para aproximadamente 11.136.
Da expansão acelerada ao aperto regulatório
O atual cenário contrasta com a rápida expansão observada após a descriminalização da cannabis em 2022. Naquele período, a ausência de uma legislação abrangente favoreceu o crescimento expressivo de dispensários, sobretudo em Bangkok e em regiões turísticas.
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Em meados de 2025, no entanto, o governo passou a impor novas exigências, como a obrigatoriedade de receita médica para a compra de cannabis e o reforço das regras de rastreabilidade e comprovação de origem das flores, com o objetivo de conter a venda fora dos padrões estabelecidos.
Novas regras para venda e operação
De acordo com a publicação, um projeto de regulamentação já aprovado pelo Gabinete e em análise jurídica estabelece que a venda de cannabis ficará restrita a estabelecimentos reconhecidos por lei, como centros médicos, farmácias, lojas de fitoterápicos e consultórios de medicina tradicional. A apresentação de receita médica passa a ser requisito básico, e a dispensação deverá ser feita por profissionais devidamente identificados e autorizados.
O texto também define padrões operacionais, incluindo medidas para controle de odores e vapores, exigências relacionadas à propriedade ou ao direito de uso do imóvel e normas específicas de armazenamento, como separação para evitar contaminação, controle de temperatura e umidade, proteção contra a luz solar e proibição de manter produtos diretamente no chão. Além disso, determina que ao menos uma pessoa por turno possua treinamento oficial do Departamento de Medicina Tradicional e Alternativa.
Com as novas diretrizes, o governo tailandês busca reorganizar um mercado que cresceu rapidamente após a descriminalização, estabelecendo regras mais claras para o uso medicinal da cannabis e para a fiscalização da atividade.
Com informações do Canamo.Net.



