<strong>Mara Gabrilli: Por que a dor do brasileiro tem que ficar postergada à dor de outro cidadão que não seja do país?</strong>
Senadora da República por São Paulo afirma que outras nações estão avançando economicamente na comercialização da cannabis e luta no parlamento para a garantia do medicamento no SUS
Publicada em 04/04/2023

Por Tylla Lima
No Brasil, mais de 91 mil pacientes já tiveram acesso aos produtos à base de cannabis pelo processo de importação, de acordo com informações do último Anuário Brasileiro da Cannabis, resultado do mapeamento da Kaya Mind realizado em agosto de 2022. O número de brasileiros que fazem tratamento com a planta é, entretanto, maior, porque essa quantidade não inclui os pacientes que fazem uso por meio de compras nas farmácias e associações, ultrapassando a marca de 96 mil em quantidade de compradores.
A busca pelo tratamento com cannabis aumenta no Brasil com a mesma proporção das dificuldades de acesso à terapia com a planta. A distribuição mais igualitária é o esforço da senadora da República pelo estado de São Paulo, Mara Gabrilli (PSD), no parlamento. “Essa tem sido a nossa luta, garantir que os remédios à base de cannabis medicinal, sejam distribuídos pelo Sistema Único de Saúde [SUS]. Esse é um movimento para não só fortalecer o mercado, como de fato, democratizar o acesso.. E, isso está acontecendo no mundo inteiro”, reforça Gabrilli.
Mas o Brasil já está dando passos para o avanço da terapia canabinoide. São Paulo foi pioneiro e pode se tornar exemplo para todo o país com a instituição da lei 17.618/2023, que instituiu a política de fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabis, reforça a senadora. São Paulo é, ainda, o estado brasileiro com maior número de autorizações para importações de remédios à base de cannabis, totalizando mais de 40 mil, segundo os dados do Anuário.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou mais de 20 medicamentos de cannabis no Brasil. E, desde 2015, a Agência autoriza a importação para uso medicinal. E, a senadora afirma que é preciso fortalecer o mercado brasileiro da cannabis, mas não ignorar o quanto estamos atrasados. “E, não dá pra esquecer que o acesso à cannabis para fins medicinais ainda não é realidade para todos os brasileiros que precisam. E, esse avanço, não pode acontecer de fato enquanto só quem pode pagar por um remédio faça parte desse cenário promissor, isso é muito injusto.



