Pesquisa clínica avalia cannabis no Alzheimer em Jundiaí

Ensaio clínico randomizado avalia efeitos terapêuticos da cannabis

Publicada em 25/03/2026

Paciente com Alzheimer em acompanhamento clínico com cannabis medicinal

Estudo investiga redução da agitação em pacientes com Alzheimer

 

Estudo da Faculdade de Medicina de Jundiaí investiga efeitos de extrato com CBD e THC na agitação e sintomas cognitivos da doença.

A Faculdade de Medicina de Jundiaí está conduzindo um ensaio clínico randomizado para avaliar o uso de extrato de cannabis medicinal no tratamento de pacientes com Doença de Alzheimer. O estudo analisa uma formulação balanceada de CBD e THC, com foco principal na redução da agitação — um dos sintomas mais desafiadores da condição.

Além da agitação, a pesquisa também busca identificar possíveis impactos do tratamento nos aspectos cognitivos, comportamentais e funcionais dos participantes. A iniciativa integra o avanço das investigações científicas sobre o potencial terapêutico da cannabis em doenças neurodegenerativas, área que tem ganhado crescente atenção no meio acadêmico e médico.

Para viabilizar a seleção dos participantes, os pesquisadores disponibilizaram um formulário de interesse e triagem. O objetivo é identificar candidatos que atendam aos critérios clínicos estabelecidos, permitindo que sejam contatados para as próximas etapas do estudo.

A participação na triagem não garante inclusão automática no ensaio, mas representa o primeiro passo para integrar uma pesquisa que pode contribuir para novas abordagens terapêuticas no tratamento do Alzheimer.

Já são 47 participantes que concluíram o estudo e outros 15 em acompanhamento. O protocolo tem duração de 3 meses, com avaliações mensais.

Segundo a pesquisadora Tereza Raquel, o foco é claro: gerar evidências científicas que ampliem as possibilidades de cuidado em uma doença ainda sem cura.

Interessados ou responsáveis por pacientes podem obter mais informações ou esclarecer dúvidas diretamente com a equipe de pesquisa pelo e-mail: tr.terezaraquel@gmail.com.

A expectativa é que os resultados contribuam para ampliar o entendimento sobre o uso da cannabis medicinal no manejo de sintomas associados à doença, oferecendo novas perspectivas para pacientes e profissionais de saúde.