Reclassificação federal da cannabis nos EUA se concentra no uso medicinal

A mudança na legislação federal reconhece o uso médico da cannabis, mas não altera as regras para o consumo recreativo nem a proibição em nível nacional

Publicada em 30/01/2026

Reclassificação federal da cannabis nos EUA se concentra no uso medicinal

Mudança na classificação da cannabis em nível federal não inclui uso recreativo | CanvaPro

Ao propor a retirada da cannabis da lista das substâncias mais restritas da legislação federal, o governo dos Estados Unidos deu um passo relevante no campo da saúde. Ainda assim, a reclassificação levanta dúvidas sobre sua aplicação prática e deixa claro que o foco da mudança está no uso medicinal.

Segundo o site MJBizDaily, a iniciativa do governo norte-americano busca transferir a cannabis da Lista I para a Lista III da Controlled Substances Act (Lei de Substâncias Controladas), um movimento que reconhece oficialmente o uso médico aceito da planta e seu potencial terapêutico. A Lista I reúne substâncias consideradas sem valor medicinal, enquanto a Lista III inclui drogas com aplicação médica e menor potencial de abuso.

O que muda com a nova classificação

De acordo com o MJBizDaily, a reclassificação não significa a legalização ampla da cannabis em nível federal. A medida está diretamente ligada ao uso medicinal e à ampliação de pesquisas científicas, além de facilitar processos regulatórios relacionados a medicamentos derivados da planta. Entre os impactos esperados estão a redução de barreiras para estudos clínicos e maior alinhamento entre políticas federais e os programas estaduais de cannabis medicinal já existentes.

A mudança também pode aliviar restrições fiscais enfrentadas por empresas que atuam legalmente no setor medicinal, uma vez que substâncias da Lista I estão sujeitas a regras mais rígidas. No entanto, esses efeitos ainda dependem de regulamentações adicionais e da atuação de órgãos federais responsáveis pela aplicação da lei.

Uso recreativo permanece fora da medida

Segundo o site, a reclassificação não se estende ao uso adulto ou recreativo da cannabis. A ordem não altera a proibição federal desse tipo de consumo, nem interfere diretamente nas leis estaduais que permitem ou restringem a venda e o uso recreativo da planta. Dessa forma, a legalidade do uso não medicinal continua variando de acordo com a legislação de cada estado.

O MJBizDaily destaca ainda que o processo de reclassificação envolve etapas administrativas que passam por agências como a Drug Enforcement Administration (DEA), o que significa que a implementação completa da mudança pode levar tempo. Até lá, o alcance da medida permanece concentrado no reconhecimento do valor medicinal da cannabis e no incentivo à pesquisa científica.

 

Com informações de MJBizDaily.

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