Rivotril x Cannabis: debate no Deusa Cast analisa eficácia, riscos e segurança dos tratamentos

Debate no podcast do Portal Sechat compara Rivotril e cannabis medicinal, destacando eficácia, segurança, efeitos colaterais e diferenças entre uso agudo e tratamento prolongado

Publicada em 17/01/2026

Rivotril x Cannabis: debate no Deusa Cast analisa eficácia, riscos e segurança dos tratamentos

Dr. Pedro Pierro detalha impactos no controle de ansiedade, dor e convulsões | CanvaPro

O uso de medicamentos para controle de ansiedade, crises convulsivas e dores crônicas foi o tema central de um debate esclarecedor no Deusa Cast, o podcast oficial do Portal Sechat. O Dr. Pedro Pierro, renomado neurocirurgião e Diretor Científico do Sechat, trouxe detalhes técnicos sobre a comparação entre fármacos tradicionais, como o Rivotril (clonazepam), e os derivados da cannabis.

Eficácia Aguda vs. Tratamento a Longo Prazo

Segundo o Dr. Pedro Pierro, a escolha entre uma substância e outra depende da necessidade do paciente. Ele destacou que, em situações agudas — como a necessidade de abortar uma crise convulsiva imediata —, os benzodiazepínicos (como o Rivotril) ainda apresentam uma velocidade de ação superior à cannabis.

No entanto, o neurocirurgião alertou para os riscos do uso prolongado dessas medicações sintéticas. "O tratamento a longo prazo com benzodiazepínicos tem mais efeito adverso acumulativo do que a cannabis", explicou o médico. Entre os problemas citados estão o ganho de peso, déficit cognitivo e prejuízos severos à atenção.

Segurança e Efeitos Colaterais

Um dos pontos altos da conversa foi a discussão sobre a segurança do paciente. Dr. Pedro Pierro enfatizou que, embora a cannabis possa ter efeitos adversos se utilizada de forma inadequada, o risco de morte é praticamente inexistente quando comparado a outras substâncias.

"Dificilmente [os efeitos da cannabis] trazem um risco eminente de morte. A cannabis usada da forma medicinal, em gotas e baixa densidade, torna isso quase impossível", afirmou o diretor científico.

O Papel do THC

O médico também desmistificou o uso do THC, muitas vezes visto apenas pelo viés recreativo. Ele lembrou que o THC é "sensacional" para o controle de vômitos, especialmente em pacientes que passam por quimioterapia, citando estudos históricos que levaram à criação de versões sintéticas da substância em décadas passadas para atender essa demanda médica.

Assista ao corte do episódio em que o médico explica essa diferença:
 

 

O Deusa Cast é um programa de caráter informativo e educativo. As informações apresentadas não substituem consulta médica, diagnóstico ou tratamento profissional.

No Brasil, o uso terapêutico da cannabis deve ser feito com acompanhamento de um profissional de saúde habilitado e pode ocorrer por cinco vias legais:

  1. Aquisição por meio de associações de pacientes autorizadas;

  2. Importação, mediante prescrição médica e autorização da Anvisa;

  3. Compra em farmácias e drogarias, de produtos regularizados;

  4. Farmácias de manipulação, quando autorizadas por decisão judicial;

  5. Autocultivo, exclusivamente com autorização judicial.