Pesquisadores brasileiros mostram que microdoses de canabinoides podem reverter a falta de memória causada pelo Alzheimer

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(Imagem: Freepik)

Por João R. Negromonte

O estudo publicado no Journal of Medical Case Reports, trata-se de um caso inédito onde pesquisadores brasileiros da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), trataram um paciente com extrato de cannabis rico em THC, princípio ativo da planta, por 22 meses, demonstrando sua eficácia no controle dos danos à memória causados pelo Alzheimer.

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O paciente, um agricultor chamado Carlos (79), foi diagnosticado com a doença há 3 anos e, ao apresentar perda de memória, cognição e movimentos, procurou os pesquisadores que de imediato iniciaram o tratamento com os derivados de cannabis.

Hoje, após sete anos de seu diagnóstico e quatro anos de tratamento com o extrato de cannabis, o Sr. Carlos leva uma vida normal, isto é, os compostos presentes na planta o mantiveram estável e aumentaram sua capacidade cognitiva e de memória durante todo o estudo, conforme mostra o gráfico abaixo:


É possível observar também que as composições de 500mg do extrato de cannabis por um período maior de tempo, foi mais eficaz durante os testes de dosagens.  

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“É preciso salientar que atualmente  existem apenas 4 medicamentos disponíveis para tratamento do Alzheimer e todos eles são bastante limitados em sua eficácia, além disso, não conseguem retardar a progressão da doença como a cannabis foi capaz de fazer neste paciente” revela o coordenador da pesquisa, Prof. Francisney Pinto Nascimento. 

O pesquisador também destaca que este primeiro é um precursor de outros dois estudos clínicos que estão por vir. 
“Nosso grupo já realizou um ensaio clínico duplo cego, randomizado e com placebo de 6 meses em parceria com a Abrace. Estamos na fase de avaliações estatísticas e bioquímicas para terminar mais esta pesquisa, na qual tratamos e avaliamos 28 pacientes. Além disso, estamos finalizando também um estudo open label com as mesmas 28 pessoas, que receberam duas doses diferentes de canabinoides. No final deste ano vamos fechar 2 anos de estudo open label”, conclui o professor.

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