Talibã anuncia acordo para cultivar cannabis no Afeganistão, mas empresa australiana nega envolvimento

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Foto: Reprodução

Curadoria e edição Sechat, com informações de Marijuana Moment

O regime do Talibã no Afeganistão anunciou na terça-feira que havia contratado uma empresa chamada Cpharm para cultivar e fabricar produtos de cannabis – mas uma empresa australiana com esse mesmo nome, mais tarde, negou que esteja envolvida no projeto.

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Postagens de mídia social do Ministério do Interior afegão disseram que a empresa, Cpharm, concordou em fazer um investimento de mais de US $ 400 milhões para abrir uma fábrica de produção de cannabis no país.

O projeto “será lançado oficialmente em breve e centenas de pessoas terão oportunidades de emprego”, disse o ministério em um tweet.

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A notícia da parceria saiu em diversos canais de mídia pelo mundo, mas a empresa australiana disse mais tarde que não tem ideia do que o Talibã está falando.

“Nós NÃO fabricamos ou fornecemos nada. Oferecemos um serviço de aconselhamento médico para a indústria farmacêutica na Austrália. Não temos produtos no ARTG (Australian Register of Therapeutic Goods). Não temos nenhuma conexão com a cannabis ou o Talibã. Não temos ideia de onde veio o comunicado à mídia do Taliã e queremos garantir a todos que ele não deve ser conectado à Cpharm Pty Ltd Australia.”

Anteriormente, Qari Saeed Khosty, porta-voz do grupo árabe, que tomou o poder do governo afegão neste verão após a retirada militar dos EUA, forneceu detalhes em um tópico do Twitter sobre o suposto acordo.

“Ontem, funcionários do Departamento de Entorpecentes do Ministério do Interior se reuniram com um representante da empresa (Cpharm)”, disse ele, segundo uma tradução. “A empresa quer construir uma fábrica de processamento de cannabis no Afeganistão, que criará todos os produtos de cannabis.”

“No Afeganistão, apenas essa empresa será legalmente contratada. Ao estabelecer esta fábrica, a Cpharm Company usará cannabis produzida no Afeganistão para fazer especiarias e uma espécie de creme”, garante Khosty.

O porta-voz do Talibã acrescentou ainda que o contrato “criará empregos para muitos cidadãos”.

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O negócio, se der certo, pode parecer incomum, dado o tratamento severo do regime para com as pessoas que usam drogas ilícitas. Pouco depois de o Talibã assumir o controle do Afeganistão, a Associated Press noticiou sobre redes clandestinas em que consumidores de drogas foram ameaçados de violência se não concordassem em entrar em tratamento.

O Talibã também proibiu a produção de ópio antes da invasão militar dos Estados Unidos em 2001.

Mas quando se trata de cannabis, a Al Arabiya relatou que a planta serviu como uma importante fonte de receita para os insurgentes do regime durante a ocupação dos EUA. Agora parece que eles enxergam oportunidades econômicas novamente – mas por meio de um mercado regulamentado mais profissional.

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