Estudo sugere que a cannabis medicinal pode prevenir câncer de cólon

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Os camundongos que receberam o canabinoide THC não apresentaram tumores nem inflamação significativa no cólon (Foto: Reprodução/Nación Cannabis/Pixabay)

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul em Columbia em camundongos, descobriu que o THC (tetraidrocanabinol) pode ajudar a prevenir o câncer de cólon associado à colite ulcerosa, além de ser favorável para o tratamento da doença inflamatória intestinal (DII), um grupo de doenças crônicas que danificam o cólon e o intestino delgado.

Os cientistas dividiram os ratos testados em dois grupos: um que recebeu THC e outro que recebeu apenas um placebo. Os camundongos que receberam o canabinoide não apresentaram tumores nem inflamação significativa do cólon, o que é um sintoma de DII.

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Este canabinoide atua por meio de dois receptores – CB1 e CB2 – no corpo do mamífero. No primeiro, ocorrem os efeitos psicoativos, enquanto no segundo estão presentes as células do sistema imunológico, que ajudam a reduzir a inflamação.

Os resultados mostraram a eficácia do THC em suprimir a inflamação intestinal e, portanto, prevenir o câncer de cólon em pacientes com doenças inflamatórias intestinais, que apresentam maior risco de desenvolver câncer colorretal.

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Menos inflamação, menos disposição ao câncer

Em relação a como a inflamação é diminuída, o estudo descobriu que, ao ligar o THC ao receptor CB2, o canabinóide é expresso nas células imunes em todo o sistema gastrointestinal. Dessa forma, os receptores CB2 modulam a inflamação no intestino.

À medida que a inflamação é reduzida, o intestino tem maior probabilidade de secretar células T reguladoras, que são um tipo de célula imunológica que protege o corpo contra o câncer.

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Vale ressaltar que o estudo publicado na revista iScience não garante que o uso de cannabis com altos níveis de THC seja curativo contra o câncer de cólon. Ainda não há evidências que sugiram que o THC ou outros agonistas CB2 possam aliviar essa condição. No entanto, é relevante que o uso do THC nesses roedores tenha sido preventivo para o desenvolvimento da doença.

Agora, a análise traz para a mesa a ideia de que os compostos não psicoativos da cannabis que têm como alvo o receptor CB2 são benéficos em pessoas com doença inflamatória intestinal.

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Cannabis preventiva não cura o câncer

É importante enfatizar que antes que um tratamento médico possa ser aprovado, mais pesquisas ainda são necessárias para apontar o entendimento biológico dessa condição.

Só no México, segundo dados do Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS), cerca de 15 mil novos casos de câncer de cólon são diagnosticados a cada ano, doença que parece estar associada ao aumento do consumo de carne vermelha na dieta diária.

Por isso, especialistas do citado organismo exortam como tratamento altamente preventivo o consumo diário de vegetais e água pura, além de uma rotina de exercícios.

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Pesquisas médicas constataram que pessoas com obesidade, que fumam, bebem álcool e consomem carne vermelha frita em excesso têm tendência a desenvolver inflamação intestinal, já que esses alimentos danificam o revestimento do intestino e podem afetar a formação de tumores.

Em relação aos sintomas de alarme, o IMSS aponta que a inflamação acompanhada por crescimentos anormais de tecidos são sinais de alerta. Com o passar do tempo, o pólipo cresce e pode se transformar em um tumor, causando vários problemas como obstrução do cólon, dor abdominal ou retal, diarreia intermitente, sangramento, perda de peso e anemia.

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O alarmante é que, embora os sintomas sejam graves, algumas pessoas pensam que têm gastrite, colite ou hemorroidas, então acabam não recebendo tratamento porque não têm um diagnóstico adequado. Daí o valor de realizar pesquisas como a mencionada acima, que promovam o desenvolvimento de futuros medicamentos, juntamente com a detecção e o tratamento oportuno do câncer de cólon.

Fonte: Janet Gómez/Nación Cannabis

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