Mudança no UFC: teste positivo para cannabis não viola antidoping

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Contudo, USADA destaca que punição poderá acontecer se existirem evidências adicionais de que um atleta o usou intencionalmente para fins de melhoria de desempenho (Foto: Valentin Tikhonov/Pixabay)

Com curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de MMA Junkie

A política antidoping do UFC não vai mais punir atletas por testes positivos para THC. Esse canabinoide é o ingrediente psicoativo da cannabis.

Funcionários do UFC e da Agência Antidoping dos EUA (USADA) anunciaram nesta quinta-feira (14) modificações significativas. Em resumo, a principal delas é “no manuseio da cannabis e seus compostos canabinoides que ocorrem naturalmente.” A Agência é a entidade responsável pelo controle independente do uso de substâncias proibidas no UFC.

Em suma, os testes positivos para THC, independentemente dos níveis, não serão mais considerados violações da política. Contudo, ressaltam, “a menos que existam evidências adicionais de que um atleta o usou intencionalmente para fins de melhoria de desempenho.”

THC não teria relação com possível relação com deficiência no esporte

“Embora desejemos continuar a evitar que os atletas compitam sob a influência da maconha, aprendemos que os níveis de THC no sangue ou na urina têm pouca ou nenhuma correlação científica com a deficiência”, disse o vice-presidente sênior de saúde do atleta do UFC Jeff Novitzky. O THC é solúvel em gordura. Isso significa que, uma vez ingerido, é armazenado em tecidos adiposos e órgãos do corpo e pode ser liberado de volta no sangue ou na urina. O que poderá ocorrer muito depois da ingestão.

Novitzky disse que os atletas ainda não terão permissão para competir sob a influência da maconha. Ainda, segundo ele, o UFC e a USADA vão contar com evidências visuais de deficiência e testes cognitivo-comportamentais para fazer tais determinações. Não será feita qualquer tipo de detecção de nível de sangue, o que muitas vezes pode indicar uso bem fora da janela de competição.

“O resultado final é que, em relação à maconha, nos preocupamos com o que um atleta consumiu no dia da luta, não dias ou semanas antes da luta, o que costuma ser o caso em nossos casos históricos positivos de THC”, disse Novitzky.

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