"Brasil pode ser o celeiro mundial da maconha", acredita CEO da Entourage

Para o diretor da empresa responsável pela primeira importação da cannabis ao Brasil com fins medicinais, o país pode ser um grande celeiro mundial da planta

Publicada em 14/08/2019

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São Paulo recebeu na noite desta terça-feira (13) o evento "Cannabusiness, um mercado bilionário", que reuniu cerca de 350 pessoas entre empresários, investidores e políticos no setor da cannabis medicinal. Entre os palestrantes do seminário promovido pelo Lide Futuro, Caio Abreu, CEO da Entourage Phytolab, foi um dos mais otimistas com o futuro cenário de regulação para o plantio de maconha no Brasil.

Para o diretor da empresa responsável pela primeira importação da cannabis para o Brasil com fins medicinais, o país pode ser um grande celeiro mundial da planta:

"Possivelmente a Colômbia, o Brasil e eventualmente alguns países na África vão ser os grandes celeiros da matéria prima no mundo. E a grande diferença vai estar nas suas eficiências de escalas e na qualidade do produto".

Caio Abreu também acredita que a matéria-prima logo irá se comoditizar, como qualquer produto agrícola, por isso a Entourage está focado em desenvolver tecnologias que barateiem o processo e, assim, o tratamento para os pacientes.

"Na média mundial, a gente está falando de 3 a 4 dólares o grama da flor. Que tem que ser transformada em extrato. Que tem que ser feito um produto, tem que chegar num paciente depois de uma distribuição, observando regras farmacêuticas, regras agrícolas, que obviamente encarecem o processo. E se a gente não tiver eficiência de produção e escala, como a Entourage desenvolveu, a gente não vai ter isso chegando na ponta do consumidor nunca".

Assista

O seminário Cannabusiness, promovido pelo Lide Futuro, contou ainda com as presenças da segunda diretora da Anvisa, Alessandra Bastos Soares, José Bacellar, CEO e sócio-fundador da VerdeMed, Viviane Sedola, CEO e fundadora da Dr. Cannabis e Marcelo Galvão, da OnixCann.